O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 10/11/2023
No livro “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, o protagonista, em sua infância, pratica atos ofensivos contra outras crianças, buscando atender seus caprichos e moldando seu caráter para tornar-se um adulto desvirtuoso. Essa representação literária reflete a realidade brasileira, imersa em casos de bullying, tornando crucial a adoção de medidas efetivas, como a repreensão aos comportamentos agressivos e a investigação do ambiente familiar dos envolvidos.
Em primeiro lugar, é relevante destacar que, segundo o matemático Alan Turing, a violência proporciona sensações agradáveis a quem a pratica. Como resultado, indivíduos frequentemente se envolvem em atos de bullying, buscando sentir-se superiores, o que gera traumas e insegurança nas vítimas devido à constância e espontaneidade desses comportamentos agressivos.
Outro aspecto significativo é a influência do ambiente familiar no comportamento individual. Conforme o educador Paulo Freire, em ambientes oprimidos, “o sonho do oprimido será se tornar opressor”. Assim, ambientes familiares instáveis contribuem para diversas formas de bullying, transformando as salas de aula em cenários semelhantes aos ginásios espartanos, onde o objetivo é subjugar o próximo.
Diante dessas complexidades, torna-se imperativo que o Ministério da Educação conscientize a população por meio de palestras nas escolas, abordando as consequências do bullying, conforme o princípio de Pitágoras: “educar a criança para não punir o adulto”. Além disso, é fundamental que o governo forneça acompanhamento familiar, por meio de consultas psicológicas, a todos os envolvidos, visando à transformação do comportamento agressivo dos jovens e à reestruturação das famílias. Somente assim, poderemos aspirar a uma sociedade com menos pessoas afetadas pelo comportamento malicioso de Brás Cubas.