O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 09/04/2024
A Constituição Federal de 1988 garante a todo indivíduo os direitos à saúde e ao bem-estar social. Contudo, nota-se que o Brasil enfrenta problemas na garantia desses direitos por parte de sua população. Paralelamente, destaca-se a parcela da população brasileira que tem seus direitos comprometidos por motivos de bullying, fato motivado pela falta de políticas públicas de combate ao bullying e pela falta de suporte emocional às vítimas desse.
Sob esse viés, é perceptível que não há políticas públicas suficientes que agem na luta contra essa forma de opressão. Nesse prisma, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 23% dos brasileiros alegam ter sofrido bullying em algum momento de suas vidas. Esse fato evidencia um grande número de vítimas, contrastando com o número insuficiente de políticas públicas. Logo, faz-se necessário lidar com essa problemática.
Além disso, é inegável que a falta de suporte emocional às vítimas do bullying violam os seus direitos ao bem-estar social e à saúde. De maneira análoga a isso, um estudo publicado no JAMA Psychiatry pela Associação Médica Americana em 2013 revela que os adultos que sofreram bullying na escola apresentaram cinco vezes mais chances de desenvolver depressão e pensamentos suicidas. Desse modo, faz-se imprescindível combater essa situação.
Portanto, urge que o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação, no dever de garantir o bem-estar social, invista em políticas públicas de combate ao bullying e de suporte emocional às vítimas dessa forma de violência. Isso pode ser feito por meio da ação de palestras em escolas da rede pública e privada sobre o bullying, buscando conscientizar os alunos acerca do tópico, e por meio da implementação de postos em zonas urbanas e periféricas com o objetivo de prover suporte emocional às vítimas do bullying. Dessa forma, o que promete a Constituição será realidade no Brasil.