O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 13/04/2024
O filme “Extraordinário” retrata o cotidiano de Auggie Pullman, um garoto de dez anos que nasceu com uma deformidade facial e lida diariamente com as provocações de outras crianças de sua escola. Fora da ficção, esse cenário é plausível na realidade do Brasil, já que é frequente a exclusão de pessoas consideradas “diferentes do padrão”. Nesse sentido, o cyberbullying e a falta de denúncias são desafios importantes para o combate ao bullying no Brasil.
Sob essa ótica, um fator relevante nessa luta é o cyberbullying (termo utilizado para se referir ao bullying realizado por meio digitais). Isso porque, quando feito na internet, a provocação torna-se mais fácil, visto que não há um embate “cara a cara” com a vítima. Contudo, essa prática tem crescido muito recentemente, uma vez que, no Brasil, mais de 100 mil documentos de denúncia são solicitados todos os anos desde 2021, segundo dados dos cartórios de todo país.
Além disso, a falta de denúncias é um obstáculo para a solução da pauta. Isso se deve principalmente ao medo que as vítimas têm de denunciar. Para ilustrar, nota-se a série “Atypical”, na qual o protagonista autista não quer denunciar o bullying que sofre na escola, pois teme não ser compreendido. Apesar de ficcional, a obra retrata a realidade de muitos brasileiros, visto que apenas 30% das vítimas têm coragem de denunciar, segundo uma pesquisa do observatório FEBRABAN.
Portanto, fica evidente que mudanças são necessárias para o combate ao problema. Desse modo, cabe ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos investir em campanhas de conscientização contra o bullying, que demonstrem as consequências do problema, além de providenciar locais seguros para que as vítimas se sintam confortáveis para denunciar. As campanhas podem ser disseminadas via palestras, cartazes e propagandas, visando a diminuição dessa prática.