O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 15/04/2024
O bullying é um assunto sério e merece destaque na sociedade, pois, apesar do que muitos pensam, ele prejudica o desenvolvimento saudável dos adolescentes e pode levar a desfechos trágicos, a exemplo do caso de Realengo, no Rio de Janeiro, em que um jovem que sofria bullying volta à escola onde estudava e mata doze estudantes. Diante dessa realidade, a omissão escolar e a ausência de redes de apoio são fatores que não ajudam na resolução do problema. Logo, remediar essa situação é urgente.
Em primeira análise, vale destacar que o entendimento do que é o bullying é muito importante para os responsáveis de uma escola. Na série americana “13 Reasons Why” é retratado o caso de Hannah, uma adolescente, que, por sofrer bullying, recorre ao suicídio. Nessa ficção, é evidente a omissão do diretor e professores diante da situação da garota. Diante disso, faz-se necessário o esclarecimento do que de fato seja o bullying, que carecteriza-se fundamentalmente em três coisas: recorrência da agressão, abuso de poder
(indíviduo forte x fraco, grupo contra somente um) e intenção da agressão. Portanto, o entendimento e combate de tal prática e essencial.
Ademais, é importante que hajam meios de comunição entre alunos e instituição, de modo que quando ocorra um caso de bullying, ele seja imediatamente relatado ou reconhecido, sendo, dessa forma, fulcral a interação ativa entre corpo docente e alunos, além do serviço de pisicólogos nas escolas, que façam esse trabalho. Por meio disso, o combate ao bullying será feito de maneira efetiva, dando suporte à vítima e educando o praticante, de maneira a evitar o prolongamento da situação.
Destarte, o Estado deve estar alerta às consequências do bullying na sociedade e, portanto, combater tal prática, por meio da ampliação de canais de comunicação nas escolas, como apoio psicológico aos alunos, palestras e cursos de combate ao bullying para os funcionários. Dessa forma, essa terrível prática será gradativamente erradicada das escolas brasileiras, de modo que incidentes como o de Realengo jamais aconteçam novamente.