O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 25/05/2024

Na obra “Utopia”, do inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita e idealizada, ou seja, sem mazelas sociais. Entretanto, a narrativa se distancia da realidade nacional, uma vez que o bullying ainda prevalece nas escolas brasileiras. Como agravantes da chaga, cabe citar a falha educacional e a normalização do problema.

Sob esse viés, é importante frisar que a lacuna educacional agrava ainda mais o aumento do bullying no Brasil. Seguindo esse raciocínio, é necessário mencionar o pensamento da pedagoga Vera Maria Candau, a qual afirma que a educação brasileira está presa aos moldes do século XIX e não apresenta soluções para as inquietudes hodiernas. De maneira análoga à reflexão da pedagoga, situação semelhante encontra-se em território nacional, tendo em vista que estudantes que são vítimas da violência moral não são devidamente acolhidos pela instituição de ensino. Logo, entende-se que essa é uma situação de urgência e deve ser suprida imediatamente, já que os alunos que sofrem com o bullying, se não forem identificados e tratados de imediato, podem acabar tendo problemas na fase adulta, como a dificuldade de socialização no trabalho ou constituir uma família.

Somado a isso, vê-se que a normalização apresenta-se como propulsor da proliferação do bullying no Brasil. A partir desse contexto, é válido analisar a teoria da “Banalidade do mal” da filósofa alemã Hannah Arendt, cuja ideia baseia-se no fato de que ao presenciar um problema diversas vezes, o indivíduo perde a capacidade de analisá-lo criticamente, banalizando-o. Em paralelo ao pensamento da filósofa, situação semelhante se encontra em território brasileiro, haja vista que estudantes se silenciam ao presenciar situações na qual há a prática do bullying. Por isso, é fundamental que ocorra a resolução desse impasse, pois um aluno, mesmo não praticando a violência, torna-se cumplice no ato, visto que não ajuda a vítima.

Medidas, portanto, são necessárias para combater o bullying no Brasil. Para isso, as principais escolas, principal meio de apredizagem, devem promover palestras. Isso será feito mediante o convite de profissionais da área, com o intuito de conscientizar a população.