O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 12/09/2024
De acordo com Karl Popper, a tolerância ilimitada é um lado da mesma moeda que, significa, reprimir o intolerante uma forma de intolerância. Tal processo é visível à medida que o bullying se baseia na ideia de que a violência é um método de obter poder perante quaisquer minorias e, ainda que, seja a comunicação harmoniosa imprescindível, a comunicação entre os grupos sociais falha com ou sem a prática de bullying, assim, a falta de contenção dos extremos discursivos é intensificada pela aceitabilidade de discursos de ódio no ambiente escolar.
Neste sentido, o estilo comunicativo como um produto do meio social coopera ao surgimento de comportamentos verticalizantes, ou seja, a maneira de comunicar-se “agressiva” é construída com naturalidade, os indivíduos praticantes de bullying nutrem, no geral, a crença de que se trata de uma forma válida de se impor. Todavia, a verticalização da relação professor-aluno, demonstrada com a máscara de objetividade, questiona a intensidade do bullying, quanto ao bullying ser ou não atitude comum. Segundo Paulo Freire, a educação humanizada preza pela possibilidade de horizontalidade na relação professor-aluno, como um exercício em ambiente escolar de cidadania e construção do pensamento crítico, tal que a vivência democrática na sala de aula requer uma visão sistêmica-funcional.
Sob este prisma, a extensão das humilhações vivenciadas pelas vítimas modula a autoestima, o aprendizado e a integração social e, por isso, a reprodutibilidade do bullying ocorre, pois, a segregação como consequência imediata reproduz as desigualdades das minorias mediante um modelo social de impactos comportamentais visíveis, e as diferenças entre indivíduos, instáveis, prenunciam a reprodução do bullying em indivíduos mais vulneráveis do que a vítima.
A princípio, é lícito destacar que o excesso de tolerância ao bullying considerando-o “uma brincadeira” contribui para os discursos de ódio como consequência da ausência de pensamento crítico. Dessa forma, é imprescindível que o Ministério da Educação estabeleça treinamentos de funcionários escolares, por meio de um programa de combate ao bullying, aplicado, organizará planos de intervenção eficazes, com o intuito de garantir proteção as vítimas.