O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 25/01/2025
A Constituição Federal de 1988 — norma de maior hierarquia júridica brasileira —garante, em seu artigo 6°, o direito a segurança contra o bullying. Não obstante, a Carta Magna é desrespeitada, haja vista que o número de vítimas aumenta exponencialmente, graças ao excesso da permissão da prática. Isso ocorre devido à negligência do governo e a desinformção da população.
Diante do exposto, a negligência do Estado ratifica o aumento dos casos de bullying nos ambitos escolares e profissionais. Sob tal ótica, este cenário calamitoso rompe com os ideais do filósofo Jonh Locke, o qual afirma, em sua obra " Contrato Social “, que o Estado deve garantir o direito a proteção contra o bullying. Contudo, não é efetivado, uma vez que não há medidas suficientes contra a prática — como, leis que garantam segurança, fiscalização adequada, proteção às vítimas — em prol de garanti a eficacia de tal direito, garantido pelo filósofo.
Outrossim, a desinformação da população agrava no aumento do medo em denúncias tais práticas. Prova cabal é, de acordo com a plataforma de notícias G1, mais de 60% das vítimas não procuram ajuda ou não combatem tal prática. Sob tal viés, esse cenário caótico rompe com o proposto pelo cientista Francis Bacon, em sua obra " Saber é Poder “, ao afirmar que a população, ao não denunciar os atos e o individuo que realiza o bullying, perde o " poder” de combater tal prática e reduzir o número de casos e vítimas de tal atitude.
Portanto, diante da negligência do governo e da desinformação da população, nota-se por que o bullying persiste nos ambitos academicos e profissionais. Logo, o Estado deve criar campanhas informativas sobre a importância do combate ao bullying, por meio da contratação de atores e influênciadores digitais, a fim de alcançar o maior número de pessoas possível, gerando maior conscientização acerca dos maleficios do bullying nas pessoas, ocasionando em uma população mais consciente. Ademais, é preciso que a mídia implemente na sua grade de programação debates com especialistas acerca da participação dos cidadãos nesse assunto através de investimentos governamentais, com a finalidade de reduzir as vítimas e a prática do bullying, Dessa forma, a Constituição Cidadã será respeitada.