O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 14/10/2019
A presença de gravuras de animais silvestres em cada cédula do Real - moeda corrente oficial brasileira - evidenciam uma tentativa de popularizar a fauna e alertar a população para a preservação da biodiversidade do país. No entanto, o crescimento alarmante do comércio ilegal de animais silvestres indicam a ineficiência e a negligência do Estado perante a necessidade de proteção ambiental, o que causa inúmeras consequências danosas ao meio ambiente. Assim, a falta de integração e infraestrutura entre os órgãos públicos fiscalizadores e a complacência da sociedade diante do tráfico catalisam essas ações criminosas.
A princípio, a falta de integração e sistematização de dados entre os órgãos fiscalizadores é um grave entrave para uma efetiva proteção dos animais silvestres. Justo por isso, dados da Organização das Nações Unidas (ONU) indicam que o tráfico de animais já é a terceira maior atividade ilegal do mundo, perdendo apenas para o tráfico de drogas e de armas. Essa deficiência de planejamento é, em si, uma contradição: Ao passo que o Brasil já possui uma rígida legislação ambiental, a falta de investimentos em tecnologia de monitoramento e resgate faz do Estado um agente tolerante ao crescimento do tráfico, o que, sem dúvida, é uma grave irresponsabilidade ambiental.
Por outro lado, é notável que a população brasileira sempre tolerou e naturalizou o tráfico de animais silvestres. Um exemplo disso, nesse contexto, é a animação infantil norte-americana Rio, que aborda nos cinemas a facilidade de captura e comercialização dos animais exóticos no Brasil, assim como os maus-tratos sofridos no percurso como jaulas pequenas, falta de água e alimentação e confinamento inadequado. Justo por isso, é urgente a necessidade de medidas de educação ambiental em sociedade e políticas efetivas de preservação ambiental para coibir práticas criminosas de destruição da biodiversidade.
Para isso, a princípio, é importante que o Governo Federal atue com o incentivo e a estruturação dos órgãos de repressão ao tráfico de animais, o que pode ser feto com maiores investimentos em tecnologia de monitoramento e resgate de órgãos como o IBAMA, bem como a sistematização de dados por uma gestão específica, a fim de cumprir com rigor a legislação ambiental. Ao mesmo tempo, é crucial a promoção de uma efetiva conscientização nas escolas, internet e nas mídias tradicionais para orientar a população e incentivar a denúncia de comercialização ilegal de animais. Assim, com responsabilidade e eficiência, seja possível garantir a preservação ambiental da Fauna brasileira.