O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 12/09/2019
Em várias culturas orientais, como a indiana, os animais são considerados ícones sagrados e qualquer desrespeito a eles é repudiado socialmente. Comparativamente no cenário brasileiro, as diversas formas de vida não têm a mesma significância e práticas ilegais de tráfico de animais silvestres, com finalidade comercial, têm passado desapercebido aos olhos das autoridades e da sociedade, prejudicando não só as espécies presentes na fauna, como também a todo ecossistema a qual estão inseridos. Em virtude disso, é necessário a discussão das pessoas e órgãos competentes sobre esse assunto a fim trazer soluções plausíveis de repúdio a essa realidade vigente.
É válido ressaltar, em primeiro plano, que mesmo tendo a existência de leis que proíbem essa atividade ilícita, as mesmas não tem surtido tanto efeito no combate a essa prática e um dos motivos é a cultura de aquisição e comercialização de bichos não domésticos em lugares com ausência de fiscalização. E como já dizia Martin Luther King, " A injustiça em um lugar qualquer é uma ameaça a justiça em todo lugar". Com base nisso, observa-se que é de suma importância que esses focos de crimes ambientais se tornem mais visíveis aos governantes, para que esses tomem as devidas providencias necessárias, de modo que não ocorra problemas maiores como desiquilíbrio ecológico, extinção de espécies e destruição de faunas.
Além disso, diferente da ficção do filme “Rio”, onde uma animação de uma arara azul lutava contra o comercio clandestino de animais selvagens, os seres não racionais não possuem autonomia plena de defesa, pois como já dizia o filosofo pré-socrático Aristóteles, “Apenas o homem é um animal político”, isto é, social e cívico. E com isso, torna-se evidente que é obrigação do ser racional protegê-los e preservá-los, ou seja, é incumbido aos seres humanos, reconhecer seus deveres e obrigações de preservação da natureza.
Urge, portanto, que a sociedade civil mais esclarecida exija que o estado saia da inércia, e esse por sua vez, através do Ministério do Meio Ambiente e do Ministério da Educação, deverá desenvolver leis mais eficientes com punições mais severas a quem as infrinja, juntamente com o aperfeiçoamento, capacitação e aumento do efetivo de profissionais de proteção ao meio ambiente como fiscais e guardas florestais, com a finalidade de tornar a fiscalização mais eficiente. Ademas, é de grande importância de que se promovam campanhas elucidativas através de palestras em espaços públicos como escolas, teatro e auditórios, regidas por biólogos e ambientalistas, afim de instruir a população sobre a temática, para que estes entendam o impacto socioambiental que problema pode afetar. Assim, a sociedade brasileira dará a devida significância a causa.