O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 19/11/2019
“Rio”,filme produzido em 2011,retrata a história de uma ararinha-azul chamada Blu,que ao nascer foi capturada na floresta do Rio de Janeiro e levada para a ilha de Minnesota,nos Estados Unidos.A contemporaneidade brasileira presencia,assim como no enredo,o tráfico de animais silvestres que persistem no país e causam danos para o ecossistema.Esse cenário alarmante deve-se a fatores como a fiscalização falha e a falta de conscientização da população que dificulta o combate.
Em primeiro plano,é indubitável que a inspeção do comércio ilegal de animais esteja entre às causas do problema.Já que para os criminosos a venda desses bichos é uma forma mais fácil de ganhar dinheiro,e com isso inúmeros deles são vendidos como pet para cidadãos desinformados,na maioria das vezes,pois a falha na fiscalização permite que tais indivíduos circulem pelo país sem medo de serem apreendidos.Segundo IBGE,cerca de 38 milhões de animais silvestres são retirados todos os anos de seu habitat natural e nicho ecológico.Desse modo,ás ações de delinquentes não só submetem os animalejos a condições insalubres de vida,mas também promove o esvaziamento das florestas.
Ademais,o sociólogo Durkheim postulou a “Anatomia social” para se referir ao estado de caos na sociedade,o qual se aplica a questão da falta de conscientização da população que adquire de maneira ilegal animais silvestres.Uma vez que o precário conhecimento de alguns indivíduos sobre sua posse pode causar inúmeras consequências para o animal e o ecossistema em que ele habita,já que quando se retira um bicho da natureza se quebra uma relação ecológica.Logo,é imprescindível medidas para combater esse impasse.
Portanto,a fiscalização falha e a falta de conscientização da população agravam o preocupante quadro do tráfico de animais silvestres.A fim de informar a comunidade sobre a consequência da compra ilegal desses animalejos,cabe ao poder executivo em parceria com o Ministério do meio ambiente oferecer palestras nas escolas sobre os efeitos de adquirir bichos selvagens de maneira ilegal com o auxílio de profissionais especializados nessa área.Além disso,o Governo Federal deve dedicar parte da arrecadação da receita para criar programas de monitoramento por meio de satélites que possibilitem a real fiscalização do problema.Aumentando,assim,as chances de obter uma cidadania justa e plural.