O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 08/03/2020

Onde está a fauna brasileira?

O filme norte-americano,“Rio”, retrata a história de uma arara azul que ao nascer foi capturada no Rio de Janeiro e vendida aos Estados Unidos ilegalmente.Assim como na ficção,o comércio ilegal de animais silvestres é recorrente no Brasil e prejudica tanto a saúde do animal,quanto a extinção da fauna brasileira.

Em primeira análise,há de ressaltar que o Brasil possui uma grande diversidade na fauna,e por isso,o tráfico ilegal é regular.Segundo a ONG, WWF,cerca de 38 milhões de animais são retirados,anulamente,de seu hábitat natural.Destaca-se,também,que o país tem leis que proibem o ato,mas não são cumpridas,sendo o Brasil 3º maior país com atividade ilegal do mundo.As recorrentes práticas afetam negativamente a fauna brasileira,de acordo com o IBAMA, entre 2015 e 2016,os biomas Cerrado,Caatinga e Amazônia foram os mais afetados,além do Pantanal.O príncipal animal comercializado é a arara-azul,símbolo da fauna brasileira e personagem do filme “Rio”, que abarca 18% do tráfico.

Além disso, o comércio ilegal de animais silvestres prejudica a saúde dos mesmos,pois,além de passarem por cativeiros sem infraestrutura,o que prejudica totalmente a saúde,seus compradores não sabem como cuida-los.A cada 10 animais tráficados,9 morrem antes de chegar ao seu destino final,segundo Renctas,ou seja,menos de 1% sobrevivem a crueldade que lhes é imposta.Um exemplo são as tigres-d’água, que necessitam de água para viver,mas ao ser compradas acabam morrendo de desidratação.

Infere-se,portanto,que o comércio ilegal de animais silvestres é prejudicial ao animal, por isso, é dever, primeiramente, do poder público, juntamente com o IBAMA, príncipal ONG de defesa animal, através de fiscalizações, recapturar os animais e prender os tráficantes,além de fazer propagandas contra a compra ilegal,para que diminua o tráfico e cumpra-se a lei.Além disso,que os animais reecapturados recebam atendimento adequado para reeabilita-lo a natureza,pois só assim,a história de “Rio” não se repetirar.