O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 28/04/2020

Na famosa animação “Rio”, da produtora Blue Sky, uma ave da espécie Arara Azul, ameaçada de extinção no mundo todo, é capturada com o fim de venda ilegal. Nesse sentido, a narrativa foca na trajetória de Blu, o animal em questão que, após fugir do cativeiro com ajuda de sua “amiga” Jade, é reintroduzido à natureza. Fora da computação gráfica, é fato que a realidade apresentada pelo longa é, em parte, coincidente com a atual conjuntura global: animais pertencentes à fauna silvestre são caçados e perseguidos por indivíduos que visam o lucro pessoal. Tal problema decorre, principalmente, da falta de fiscalização rigorosa nas áreas florestais e causará uma redução drástica na biodiversidade mundial. Sendo assim, faz-se imprescindível o combatente ao comércio ilegal de animais silvestres.

Em primeira análise, nota-se que a inexistência de vigilância adequada nas áreas de principal ocorrência de animais silvestres é o contratempo a ser superado. De acordo com a Lei 5.197, artigo 3°, é proibida a captura e comercialização de de espécies selvagens. No entanto, esse regulamento não é respeitado na prática, devido ao baixo nível de supervisão feito nas áreas de mata, o que gera um elevado índice de destruição da fauna brasileira e mundial.

Ademais, fica evidente que, se este assédio ao meio ambiente manter-se, a biodiversidade mundial será violentamente afetada. Segundo uma reportagem produzida pelo programa Profissão Repórter, 18% das espécies de animais silvestres terrestres são alvo do tráfico. Esse fato pode ser considerado um grave problema para a humanidade, uma vez que a heterogeneidade biológica mantém o equilíbrio ecológico, ajudando na manutenção dos ecossistemas e, assim, sendo favorecida a variedade de recursos naturais disponíveis.

Portanto, uma melhora no quadro atual é necessária. Para que isso ocorra, o Ministério do Meio Ambiente deve, por meio de concursos públicos realizados em todas as capitais brasileiras, de modo a obter a maior abrangência possível, selecionar e aumentar o efetivo de guardas-florestais ativos no país. Com tal medida, espera-se a garantia de uma biodiversidade heterogênea e que a história dos animais ameaçados de extinção tenha um final positivo, assim como o de Blu.