O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 25/06/2020

O Brasil é um país de intensa biodiversidade e belezas naturais, o que atrai, além do turismo, o comércio ilegal de animais silvestres e a biopirataria, colocando em risco muitas espécies. E a sua vasta extensão territorial torna-se um agravante, já que, com poucos investimentos, os órgãos fiscalizadores governamentais não possuem recursos o suficiente para monitorar todas as regiões alvo do tráfico de animais.

Contudo, a pauta que permeia práticas ilegais sobre a vida animal não é atual. Tido que, leis que buscavam criminaliza-las foram criadas na década de 60, proibindo a caça e a venda de animais selvagens. Porém, no último ano (2019), houve um severo corte no orçamento do ministério do meio ambiente, prejudicando significativamente o funcionamento de órgãos como o IBAMA que visam, entre outras funções, a fiscalização ambiental e que colocam em uso estas leis.

Entretanto, mesmo quando o IBAMA consegue cumprir suas funções, este encara um outro problema: O destino dos animais recuperados. Muitas das instituições que recebem esses animais não possuem infraestrutura o suficiente para tratar e inseri-los novamente em seus habitats, mantendo assim o ciclo da extinção que o mercado ilegal inicia.

Enfim, partindo do exposto, pode-se inferir que o descaso governamental é um dos maiores desafios que rondam o assunto, uma vez que as pastas do ministério do meio ambiente vêm recebendo inúmeros cortes de verbas, prejudicando toda sua estrutura. Podendo assim, tomar como medida intervencionista, o aumento dos investimentos nos órgãos fiscalizadores e por meio do legislativo, tornar mais severas as penas para quem comercializa e compra esses animais silvestres, buscando manter ao máximo a biodiversidade do Brasil.