O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 07/09/2020

Na animação “Rio”, os animais silvestres são alvo da caça e de comércio ilegal constantemente, o fazendo com que o personagem Blue, uma das últimas araras azuis vivas, seja retirada de seu lar para ser salva. No Brasil, a realidade, infelizmente, é parecida com a ficção, pois essa prática é frequente no país e pode trazer grandes impactos ambientais como a extinção de espécies e o desequilíbrio ecológico.

Em primeiro lugar, é importante destacar que a lei 5.197 de 1967 proíbe qualquer caça ou comércio de animais silvestres. No entanto, a sua captura para fins lucrativos ainda é constante e pode ser a causadora da extinção de espécies como as araras e o mico-leão dourado. Consequentemente, os habitats de origem desses animais, as florestas, passam por um processo de desertificação.

Em segundo lugar, de acordo com o Instituto Chico Mendes, a caça ilegal pode desencadear um desequilíbrio ecológico nas florestas. As cadeias alimentares serão afetadas diretamente, já que os espécimes caçados serão reduzidos e aqueles que são seus alimentos deixaram de ser consumidos, o que corrobora para uma desordem na natureza, com a redução de algumas espécies e o aumento de outras.

Portanto, para que o comércio ilegal seja cada vez menos recorrente, é importante que haja a fiscalização constante em florestas e fronteiras, onde policiais verificarão ações e cargas suspeitas e efetuaram a prisão de quem comete o crime. É necessário também que o governo crie canais de denúncia para quem testemunhar esses atos, possam informar às autoridades e evitar que espécies sejam mortas e maltratadas. Ações como essas tornaram situações como as do filme “Rio” menos comuns na sociedade.