O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 18/07/2020
A animação estadunidense “Rio”, retrata todo um processo de tráfico e vendas de animais selvagens de diferentes perspectivas. A narrativa conta a história de Blue, uma ararinha azul, espécie ameaçada de extinção, que foi retirado do seu habitat natural para ser traficado por contrabandistas para fins lucrativos. Fora da ficção, é notório observar que em virtude da venerável biodiversidade brasileira juntamente com uma grande demanda de consumidores desse tipo de mercado e a pouca discussão do tema, faz com que a comercialização ilegal de animais silvestres também seja uma realidade enfrentada na sociedade brasileira.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que embora o Brasil apresente uma das maiores biodiversidades do planeta e que já possua leis constitucionais que preguem a sua preservação, a fauna e flora do país encontram-se ameaçadas devido, dentre outros motivos, ao tráfico e comércio ilegal de animais. Visto que, de acordo com os dados levantados pelo instituto de conservação ambiental RENCTAS, cerca de 38 milhões de animais são retirados das florestas brasileiras a cada ano, tornando esse mercado clandestino um dos maiores do mundo e arrecadando cerca de 7 bilhões de reais. Dessa forma, o que contribui para grandes problemas ecológicos, maus tratos animais e até mesmo extinções de espécies
Ademais, de acordo com a mesma instituição, o principal objetivo desse tráfico é a comercialização interna, isto é, grande parte dos animais vendidos por meio dessa atividade são comprados pela própria população brasileira, evidenciando assim, que a própria sociedade tem contribuído para a situação do quadro atual, muitas vezes por falta de conhecimento sobre o assunto, ao analisar que a problemática é pouco debatida e divulgada. Dessa maneira, em vista a seriedade da situação, faz-se necessário intervenções concretas para a resolução do tema.
Desse modo, cabe ao Ministério da Educação, introduzir nas grades curriculares a temática nas escolas tanto publicas quanto particulares, por intermédio de debates, discursos e até trabalhos extraclasses, fazendo com que a problemática seja abordada desde muito cedo entre os alunos, com o intuito de assim, gerar mais conscientização e conhecimento acerca da problemática. Além disso, urge ao Ministério do Meio Ambiente, por meio de verbas governamentais, investir em propagandas publicitárias que divulguem e expliquem o grande problema ambiental que esse tipo de comércio pode gerar aos ecossistemas, a fim de que a problemática seja mais discutida entre a população, gerando então mais conscientização e evitando a compra desses animais. Assim, o comércio ilegal de animais silvestres mostrado em “Rio”, e então enfrentado no país, vire uma mazela na sociedade brasileira.
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