O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 16/07/2020

A imensa biodiversidade do Brasil é uma das mais belas características do país. Diversos ecossistemas podem ser encontrados e cada um destes com suas particularidades que causam grande fascínio e admiração por parte das pessoas. Lamentavelmente, a natureza veio sofrendo ataques do homem prejudicando a sua fauna e flora e diminuindo cada vez mais a biodiversidade. Um das inúmeras formas de ataque que vem ocorrendo é o tráfico de animais silvestres.

O recente caso de julho de 2020 em que um estudante de Brasília foi picado por uma serpente que mantinha ilegalmente em sua residência, trouxe de volta aos holofotes a questão do tráfico de animais silvestres. De acordo com o IBAMA, cerca de 38 milhões de animais silvestres são retirados de seu habitat-natural anualmente sendo 4 milhões destinados ao comercio ilegal. Informações como essa mostram a falta de empatia e a indiferença do homem em relação com a natureza, ao tratar outros seres vivos como se fossem meros objetos e os submetendo a um imenso sofrimento.

Situações como essa podem acarretar diversas consequências terríveis para o meio ambiente. Cada ser vivo possui uma função em seu habitat, o chamado “nicho ecológico” e a remoção deste animal dos seu nicho pode causar problemas como desequilíbrio da cadeia alimentar, espalhamento de pragas que por sua vez podem causar prejuízos econômicos. A consequência mais notável é a extinção de determinadas espécies como é o caso da arara azul, ave típica do cerrado que corre sério risco de ser exterminada por conta de seu alto valor no mercado negro, como é mostrado no filme de 2011 " Rio" que narra a história de uma arara azul traficada ilegalmente a Minnesota nos EUA.

Cabe portanto ao Estado através do Ministério do Meio Ambiente fornecer mais recursos a instituições como o Ibama e ICMbio para que estes possam efetuar uma fiscalização mais rigorosa e intensa sobre o que está sendo feito com os animais silvestres.  Pelo Legislativo e Judiciário, elaborar e aprovar leis que sejam mais inflexíveis quanto a maus tratos aos animais. A mídia pode contribuir expondo casos de tráfico de animais para alertar a população e mostrar as dimensões do problema. Nas escolas, aulas de ciência da natureza podem tratar do assunto explicando cientificamente as consequências desses  problemas para que assim as próximas gerações não enfrentem o problema com tanta intensidade.