O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 17/07/2020

O Brasil consiste em um país de grandes riquezas naturais, entre elas está a floresta Amazônica, a Mata Atlântica, o Pantanal, o Cerrado e os demais biomas. Contudo, a dinâmica ecológica desses ambientes corre grande perigo devido ao vasto comércio ilegal de espécies silvestres, prejudicando tanto a fauna quanto a flora. Nesse sentido, a existência de leis que proíbam a apreensão e venda de animais não intimida os criminosos, uma vez que não há uma fiscalização eficaz e, muito menos, consciência ambiental por parte da sociedade que, pelo contrário, estimula esse comércio mediante a compra de animais ilegais para estimação. Ainda, mesmo quando recuperados, a reabilitação desses animais ocorre precariamente, sendo, portanto, necessário debater sobre o combate a esse tráfico.

Em primeira análise, pode-se destacar o grande número de espécimes que são retiradas de seus habitats naturais para viverem em cativeiro, sendo mais de 35 milhões por ano segundo o portal de notícias G1. Além do que, essa mesma pesquisa relata que o lucro gerado por esse contrabando chega a quase 2 bilhões de dólares. Dessa forma, tais dados comprovam que a existência das leis não garante a segurança dos animais, uma vez que a fiscalização não é capaz de impedir esse tráfico. Em grande parte, a ausência de denúncias nesses casos corrobora para a continuidade da venda e compra dos seres silvestres como animais de estimação.

Vale destacar que, após resgatados tais espécies são enviadas para centros de reabilitação que, muitas vezes, possuem estruturas tão precárias quanto os próprios cativeiros de origem. Isso acontece pois, tais instituições não são o foco de investimento governamental. Desse modo, são poucos os institutos que possuem tecnologia baseada em DNA como, por exemplo, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), capaz de rastrear e identificar a origem dessas espécies e também de reabilitá-las para a soltura no ambiente natural. Sendo assim, a ausência de financiamento econômico em pesquisas que analisem as características dos animais apreendidos e a falta de ambientes e profissionais adequados a essa situação, prejudica a devolução das espécies recuperadas à natureza.

Portanto, faz-se necessário que o Ministério do Meio Ambiente em parceria com o IBAMA, aumente o policiamento e a fiscalização em locais de reservas naturais e de grande diversidade ambiental, tais como a Amazônia e a Mata Atlântica. Além disso, é crucial que esses órgãos públicos de segurança ao meio ambiente desenvolvam políticas de recompensa como incentivo à denúncia de cativeiros de animais silvestres, assim como do comércio dessas espécies como animais de estimação. Outro ponto importante, consiste no investimento econômico por parte do Estado em institutos capazes de reabilitarem os animais apreendidos a fim de garantir o bem estar ecológico dos diversos biomas.