O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 17/07/2020

Segundo o Relatório Nacional sobre Gestão e Uso Sustentável da Fauna Silvestre, o comércio ilegal de animais silvestres é a terceira maior atividade feita no mundo, bem como, aproximadamente, 38 milhões são traficados só no Brasil. Dessa maneira, urge o combate à essa prática, posto que não só causam desequilíbrios ambientais, como também problemas sanitária para toda a sociedade.

A princípio, a mercantilização de animais silvestres podem ocasionar o aumento de espécies invasoras. Nesse sentido, muitos bichos são trazidas para países diferentes de sua origem para ser comercializados como animais de estimações, consumo ou para outras regalias humanas. Outrora,por exemplo, no começo da colonização brasileira, o Javali foi trazido da Europa, com o intuito de usar sua carne para alimentação. Todavia, rapidamente, tornou-se uma praga na natureza, pois, por conta de sua reprodução acentuada e força, as espécies naturais não conseguem competir  pelos recursos e, por isso, originando desequilíbrios ambientais. Sendo assim, um animal que deveria ajudar, acabou gerando mais problemas, o que é uma das consequências diretas do tráfico de animais silvestres.

Além disso, o comércio ilegal de espécies é muito preocupante por conta das inúmeras zoonoses existentes, ou seja, muitas doenças vivem de maneira equilibrada com esses animais, porém, quando ela entra em contato com outras espécies podem transmitir e causar drástico problemas. Tal pensamento é exemplificado pelo surto de peste negra, ocorrida durante a baixa idade média. Nessa lógica, a ratazana, a qual tem como parasita a pulga que é hospedeiro definitivo da bactéria causadora da doença, entrou como espécie invasora na Europa, por meio do comércio entre o Oriente e o Ocidente que trouxe esse animal para outro continente. Diante disso, com o tempo, gerou uma das maiores pandemias mundiais. Por consequência, a mercantilização de animais silvestres é um perigo, já que pode introduzir doenças em ambientes que geralmente não as têm.

Em síntese, o comércio ilegal de animais silvestres é uma preocupação por conta das zoonoses e desequilíbrios ambientais que ocasionam. Logo, o enfrentamento  à essa prática deve ser feito. À vista disso, o Ministério do Meio Ambiente, associado às mídias sociais, deve fazer uma campanha de combate ao tráfico de espécies. Assim, por meio da criação de propagandas, que informem a população sobre o quanto é prejudicial esse ato e as leias que os proíbe, tanto vinculadas no horário nobre nas televisões quanto em redes sociais mais usadas pelos brasileiros, os indivíduos teriam mais conhecimento sobre esse assunto e, consequentemente,  a compra iria diminuir.