O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 24/07/2020
Segundo dados divulgados pelo IBAMA, cerca de 38 milhões de espécimes de animais são retirados da natureza brasileira todo ano. Destes, 4 milhões são comercializados de forma ilegal. Além de ser uma prática ilegal, o tráfico de animais silvestres ainda afeta o equilíbrio ecológico do planeta pois coloca em risco de extinção diversos animais. Portanto, é notório que a necessidade de criar medidas para garantir que essa prática seja erradicada.
A princípio, vale ressaltar que já existem leis que proíbem o comércio ilegal de animais silvestres, entretanto a fiscalização precária e a falta de punições severas contribuem para que está prática continue. O Brasil é um país de proporções continentais, o que inevitavelmente dificulta uma fiscalização por todo o território nacional, além disso, a pena para crimes contra a fauna silvestre é, somente de, 6 meses a 1 ano, e multa. Ou seja, os traficantes encontram um cenário relativamente tranquilo para o tráfico. Logo, é possível concluir que se faz necessário a criação de novas medidas de fiscalização e o aumento das penas.
Ademais, os problemas ecológicos que está prática trás podem ser até mesmo irreversíveis, como é o caso da extinção total do espécime. Dados divulgados pelo IBAMA informaram que, aproximadamente 90% dos animais silvestres morrem logo depois de seu hábitat natural, ou por doenças, maus tratos ou por não se adaptar ao seu novo hábitat. A longo prazo, consequentemente alguns animais entrarão em extinção pois o tráfico não para e quanto mais raro for o animal maior o seu preço de venda no mercado, é como um ciclo vicioso, o animal entra em extinção, seu preço de mercado sobe, ele passa a ser mais caçado até que por fim é extinto. Os problemas não param por aí, a extinção de uma espécie, além de afetar cadeias alimentares, reduz a biodiversidade de um determinado ambiente.
Em resumo, podemos perceber que o comércio ilegal de animais é uma prática que trás consigo diversos problemas e que por esse motivo precisa ser erradicada pelo bem da natureza e dos animais. O ministério do Meio Ambiente em parceria com ONG’S e instituições públicas relacionadas a fiscalização de animais silvestres, devem construir um projeto de fiscalização juntas, de forma que possam atuar de maneira mais homogênea e estratégica, a curto-prazo devendo focar nas regiões onde há mais denúncias de comércio ilegal de animais, visando a principio a redução do número de animais retirados da natureza e a recuperação dos que já foram retirados. Além disso, o poder legislativo deve elaborar leis mais severas a fim de que os traficantes repensem antes de fazer essa prática.