O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 25/07/2020

De acordo com o IBAMA, o tráfico de animais silvestre no Brasil retira das Matas, Florestas e Cerrado cerca de 38 milhões de exemplares todos os anos. A maioria desses animais são comercializados no país, porém muitos são exportados para Europa, Ásia e América do Norte. O comércio de animais silvestres é um grave problema brasileiro com origem processo de colonização da América Portuguesa, e após 1967, quando foi criada leis para proibir esse comércio, os animais silvestres viraram artigo de luxo e produto de crime.

Em primeiro lugar é importante ressaltar que a vida desses animais desde a captura até seu destino, é sofrida. Devido ser transportado ilegalmente, os traficantes submetem esses animais em condições precárias de transporte, ou seja, utilizam gaiolas extremamente apertadas e muitas vezes sem comida e água para a sobrevivência, a consequência desse fato é que a maioria morre no “caminho” e não acaba chegando ao seu cativeiro. Esse ciclo ganancioso letal acaba gerando uma grande redução de exemplares nativos, prejudicando a fauna, o sistema ecológico de cadeia e teias alimentares daquela região.

Em segundo lugar, com a proibição do comércio desses animais silvestres seu valor comercial também aumentou, o que torna um grande atrativo para traficantes de animais, para compradores, artigos de luxos. Boa parte dos bichos traficados são aves, pois é mais fácil de ser transportadas ilegalmente, tem valor alto devido sua beleza e seu canto admirável. Embora seja crime o comércio de animais silvestre, de acordo com o IBAMA, o tráfico não minimizou. Torna-se óbvio que a Lei de proteção aos animais silvestre não está sendo eficaz, em síntese mostra a ineficiência do Estado em garantir o que a Lei determina.

Portanto, mesmo após 1967 quando tornou-se crime o comércio de animais silvestres no Brasil, essa prática não diminuiu. O contrabando realizado gera lucro para os traficantes, prejuízo para a natureza e o sistema ecológico. O Estado democrático de direito e deveres, tem obrigação de garantir o cumprimento da Lei. Para isso, o Estado deve intensificar a fiscalização das fronteiras dessas regiões, aplicar punições severas e exemplares aos contrabandistas. A polícia que é a maior força repressora desses crimes tem que ser aparelhada com a mais alta tecnologia, com testes de identificação de animais silvestres, equipamentos de rastreamento e mapeamento, além disso, estradas, rodovias, portos e aeroportos devem ser ostensivamente vigiados. Comprar esses animais também é crime, por isso o IBAMA deve fomentar campanhas de denúncias e conscientização das pessoas. Pois a natureza é um patrimônio social de todos, de garantia da nossa existência, a mãe da Vida.