O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 19/07/2020
No filme “Rio”, que se passa no Rio de Janeiro, conta a história fictícia de uma Arara-azul, conhecida como Blue, que transmite a triste realidade do comércio ilegal de animais silvestres no Brasil. Em uma das cenas, mostra que Blue é uma ave que está em extinção, no entanto, mesmo assim, um grupo de caçadores consegue captura-lo para o comércio ilegal. Fora da ficção, esse episódio vem se repetindo no mundo atual, seja por influência cultural ou por status social.
Em primeiro lugar, a cultura humana pode ser um fator motivador para o comércio ilegal de animais silvestres. Nossos antepassados sempre tiveram a cultura da caça, tanto para alimentação, quanto para vestimentas, esse habito ainda permanece nos dias atuais, gerando um aumento natural da caça ilegal. De acordo com o pensamento do Filósofo Confúcio: a cultura está acima da diferença da condição social, frisando a importância da cultura em nosso cotidiano, permanecendo independente da classe social. Com isso, fica claro que os hábitos dos antepassados influenciam diretamente nos dias atuais, levando até mesmo a caça ilegal.
Ademais, além da cultura humana, o status social atual também pode favorecer tal prática criminal. Na idade contemporânea, é comum vermos indústrias de comércio de peles, tanto para roupas quanto para acessórios, promovendo indiretamente o avanço da caça não legalizada. Com base nas ideias de Zygmunt Bauman, em que afirma que o problema não é consumir, mas sim o desejo insaciável de continuar consumindo, vemos que o ser humano possui uma vontade constante de continuar adquirindo coisas novas. Dessa forma, fica evidente que a ânsia de continuar comprando se mantém , independente do produto ser legalizado ou não, levando ao acréscimo do comércio ilegal.
Portanto, é de extrema importância que o Estado resolva o quadro atual. Para isso, o Ministério do Meio Ambiente deve conscientizar a população, por meio de palestras e propagandas televisionais, nos locais em que há uma maior concentração de denúncias e casos do comércio ilegal de animais silvestres. Para que, assim como no desfecho do filme “Rio”, os animais consigam viver em liberdade e tranquilidade no seu habitat natural.