O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 26/07/2020

Kant, filósofo prussiano, em “O que é esclarecimento?”, disse que a humanidade está caminhando para o esclarecimento, ou seja, para o progresso. Contudo, contesta-se o regresso socioambiental proveniente da intervenção humana na vida dos animais, sobretudo, selvagens. Com efeito, reestruturações educacionais e governamentais são medidas impostas como necessárias para que haja o combate ao comércio ilegal de animais silvestres.

Inicialmente, é válido ressaltar o desconhecimento populacional diante das leis nacionais. De acordo com uma pesquisa feita pelo “Data Senado”, mais da metade dos entrevistados confessaram saber nada ou muito pouco acerca da Constituição Federal proclamada em 1988. Desse modo, constata-se a negligência dos cidadãos aos direitos, o que os tornam, assim, manipuláveis e suscetíveis a criminalidades, como a criação de animais silvestres, sem conhecimento. Afinal, conforme acreditava Sêneca, pensador do Império Romano, apenas as percepções são responsáveis por alterar o estado de tranquilidade mental de um indivíduo. Conclui-se, por isso, a relevância do ensino à educação ambiental no ambiente escolar.

Outrossim, é imprescindível mencionar o desprezo governamental às causas ambientais de maneira a afetar diretamente a vida dos animais. Conforme o sociólogo Zygmunt Bauman, com a criação do termo “modernidade líquida”, a sociedade tende para uma vida com hábitos voltados para o lucro, e a preocupação com a natureza e com a empatia, nessa visão, torna-se um hiato incontornável do tempo, o qual deve ser destinado às conquistas materiais e financeiras. Dessa forma, o Governo, como um grupo que reflete à nação, mantém-se destinado a causas que favorecem a economia, como o desmatamento ilegal para a obtenção da matéria-prima, conforme já apresentado no “G1”, portal de notícias da globo. Com isso, os efeitos da intervenção antrópica descabida ao meio ambiente impacta negativamente na vida dos animais silvestres, dando justificativa suficiente para o comércio deles, a partir da sobrevivência, apesar de, como supracitado, o interesse ser apenas lucrativo.

Portanto, evidencia-se a importância de condutas para que a venda ilegal dos animais selvagens seja extinta. Por conseguinte, o Ministério da Educação deve, por intermédio de uma reunião com os governadores estaduais, analisar a relevância dada no currículo escolar ao estudo do meio ambiente e das extinções de animais, a fim de extinguir um pensamento retrógrado de infinitude da natureza, além de enfatizar o papel enfático de cada ser vivo na Terra aos estudantes, propagando a ideia de solidariedade e consequente repulsa aos atos ilegais de comércio dos animais, por exemplo. Por fim, com o suporte da Constituição, espera-se uma evolução nacional em caminho - de fato - ao progresso.