O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 22/07/2020
Durante o Período Joanino, a corte portuguesa desejou reformar a cidade do Rio de Janeiro para que a, até então, capital do Brasil ficasse parecida com a Europa. Para isso, D. João mandou importar os pombos, que são animais silvestres característicos das terras europeias, para a América. Com isso, os povos brasileiros lidam com as terríveis consequências até os dias atuais, porque além da ave exótica não possuir predador natural, ela ainda transmite diversas doenças. Análogos aos problemas causados pela importação dos pombos ao Brasil, são os causados pelo comércio ilegal de animais silvestres. Entretanto, muitas pessoas não conhecem os problemas que o tráfico de animais pode causar, ou ,até mesmo, banalizam as consequências. Assim, torna-se necessária uma discussão sobre esse assunto.
Primeiramente, vale destacar que a maioria dos animais traficados possuem uma admirável beleza estética e parecem inofensivos, o que desenvolve na população um grande desejo de tê-los. Contudo, as pessoas não têm conhecimento de como cuidar, alimentar e nem dos problemas que esses bichos podem causar. À vista disso, no século XX o ex-presidente da África do sul, Nelson Mandela, afirmou: “A educação é a arma mais poderosa que se pode usar para salvar o mundo”. Dessa forma, torna-se evidente que educar os indivíduos sobre tudo que envolve o comércio ilegal de variadas espécies é uma importante ferramenta para que todos saibam que comprar animais ilegais não é uma boa opção. Em segundo lugar, é importante lembrar que algumas pessoas sabem dos riscos que estão correndo ao cooperar com o mercado de animais exóticos, mas os banalizam, por não achar que uma “simples compra” possa resultar em uma tragédia de larga escala. A partir disso, é possível relacionar a teoria da banalidade do mal, desenvolvida pela pensadora alemã Hannah Arendt, na qual afirma que comumente as pessoas que realizam erros brutais não possuem o desejo de cometê-los, porém, não analisam os problemas que determinadas ações podem causar e, consequentemente, banalizam erros que poderiam ter sido evitados. Logo, é incontestável que precisa haver maneiras de fazer com que os compradores de animais ilegais reflitam sobre as consequências de contribuir com esse comércio ilegal.
Dessa maneira, a fim de combater o comércio ilegal de animais silvestres, a Secretaria da Educação deve educar as crianças para que conheçam os problemas do tráficos de espécies, isso seria possível por meio de aulas específicas, nas quais os professores trabalhariam com a parte teórica e com documentários para tornar o aprendizado mais dinâmico. Além disso, a Secretaria da Cultura deve incentivar a população à repensar sobre as consequências da compra de animais exóticos, por meio de campanhas que relatem desastres ocorridos por causa da compra ilegal de animais. Assim, problemas derivados da importação de espécies exóticas, como ocorreu no Período Joanino, não se repetirão.