O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 20/07/2020
Na obra, “O triste fim de Policarpo Quaresma” do escritor Lima Barreto, o protagonista goza de uma imagem extremamente positiva do Brasil que na opinião dele precisa de apenas alguns ajustes para torna-se uma nação exemplar. Atualmente no século XXI, o país persiste em uma série de deficiências, dentre elas o comércio de ilegal de animais silvestres, 3º maior atividade ilegal do mundo. Esse cenário e fruto da ignorância por parte dos contrabandistas, tanto quanto na desinformação sobre as zoonoses transmitidas por animais silvestres como também da inexistência de noção sobre as relações estabelecidas da fauna silvestre com a natureza por milhares de anos.
Deve-se pontuar, de início, que as zoonoses e outros malefícios causados por animais silvestres são em grande parte originada pelo comércio ilegal. Nessa perspectiva, acidentes envolvendo animais silvestres não são incomuns. O caso da cobra naja, ganhou repercussão no mês de junho de 2020, Pedro, estudante de medicina veterinária teve seu sistema neurológico afetado devido à picada da cobra com potencial letal, adiquirida no mercado negro. Ademais, as zoonoses são responsáveis por bilhões de mortes humanas, com mais de 200 doenças, incluindo pandemias.
Em segunda análise, o comércio de animais silvestres, causa um vasto desiquilíbrio ambiental. Inquestionavelmente, o Brasil contém uma grande biodiversidade de flora e fauna, tornando-se um alvo de traficantes e contrabandistas de animais silvestres. Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente(MMA), a taxa de extinção animal provocada pelo homem chega a ser 10 vezes maior do que a “seleção natural” de Charles Darwin.
É preciso, portanto, agir para combater o tráfico de animais. Nesse sentido, o Batalhão Ambiental deve aumentar a fiscalização em áreas florestais com o uso de aeronaves não tripuladas, os “drones”, uma vez que estes ampliam a observação dos agentes de preservação. Tal ação tem como objetivo identificar qualquer movimentação humana suspeita e consequentemente punir com mais frequência os comerciantes ilegais de animais silvestres.