O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 22/07/2020

A tentativa ilegal de domesticação de espécies silvestres movimenta um grande mercado financeiro mundial. Nesse sentido, convém analisarmos o cenário brasileiro, visto que a floresta amazônica apresenta a maior biodiversidade existente. Contudo, destaca-se a relevância da proteção constitucional e as consequências negativas ocasionadas com tais práticas criminosas.

Em primeira instância, nota-se a necessidade que houve para a criação de leis que amparassem os bichos nativos. Desse modo, a tentativa de amansamento representa uma herança colonial, já que  a mistura de costumes europeus e indígenas, originou a cultura brasileira de criar animais silvestres em residências e historicamente contou com a ausência de fiscalização, até  1967 com a promulgação da Lei de proteção a fauna , que tornou dever do Estado zelar pelo bem-estar desses seres vivos e a existência de criadouros a partir da legalização; posteriormente surgiu o IBAMA (Instituto brasileiro do Meio ambiente e dos recursos naturais renováveis) uma autarquia federal que deve cumprir o que esta previsto na norma.  Entretanto, o combate por meio de órgãos responsáveis torna-se emblemático devido ao processo de normalização da sociedade perante esse costume.

No entanto, ações humanas ilícitas perante os bichos acarretam desequilíbrios ambientais. Vale destacar assim, que a retirada de um animal do seu habitat irá interferir no ecossistema, dado que cada ser vivo possui sua função ecológica, causando desse modo um sofrimento e um estresse que adjunto ao manejo inadequado irão diminuir a qualidade/expectativa de vida desses seres, concretiza-se assim o pensamento do filosofo Shopenhauer  que “o homem fez da terra um inferno para os animais”; além do aparecimento de zoonoses que podem ser transmitidas para os seres humanos a partir do contato como exemplos :a raiva e a toxoplasmose. Não obstante, esse panorama deve ser revertido para seja evitado assim diversos problemas ecologistas e sociais.

O comercio ilegal de animálias, portanto, deve ser combatido com a renovação de medidas que vissem assegurar à proteção. Com o objetivo de assolar o trafico de animais silvestres, o poder legislativo deve criar leis eficazes que punam com mais rigor os cidadãos que pratiquem tais crimes e as escolas devem promover campanhas para a conscientização da formação do individuo. Só assim poderemos garantir a continuidade da vida e cumprir a constituição.