O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 31/07/2020
O homem é um animal político, segundo o filósofo Aristóteles, e vive em sociedade. Desde os tempos mais antigos convive com outros seres e domestica alguns deles, como cachorros e gatos. Alguns, mais ousados, criam silvestres e estão sujeitos a ataques, como mordidas. Na contemporaneidade, o combate ao tráfico de exóticos é dificultoso em virtude da brandura das leis e falta de ciência dos criadores, a trazer consequências para a humanidade.
Principalmente, deve-se ressaltar a fragilidade normativa. Embora existam leis punitivas, elas são ineficazes. Desse modo, há facilidade de cumprimento de penas e/ou multas, como exemplo a fiança de R$ 350,00 para o infrator. Assim, criminosos não se intimidam e a probabilidade de perpetuação dos crimes é alta.
Outrossim, há irresponsabilidade de quem os adquire. Mesmo conscientes dos riscos de investidas animais, como o estudante de veterinária de Brasília que foi picado pela sua naja, em 2020, os tutores não dão devida importância. Dessa maneira, não os tratam corretamente, com cuidados diferenciados e específicos de cada espécie. Isso faz com que contribua para o aumento do contrabando e coloca em perigo a própria família e pessoas próximas, pois um ataque venenoso pode levar à morte.
Então, para minimizar os efeitos da falta de rigor legislativo e do saber, é necessário, portanto, contar com a Polícia Ambiental e o IBAMA, a reverter, gradualmente, o quadro. Deve haver revisão das normas, por meio de reformulações, a fim de aumentar a observância, coibir ilicitudes e, assim, promover harmonia e plenitude social. Por fim, há necessidade de o cidadão se inteirar sobre o assunto, por meio de palestras e oficinas em espaços públicos, com a finalidade de esclarecer dúvidas sobre a criação de silvestres, alertar sobre riscos e fomentar a importância da legalização e, com isso, aumentar a coesão interpessoal.