O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 31/07/2020
A colonização europeia no Brasil deu início a exploração vegetal e animal no território. Com o advento do capitalismo, no século XVIII, a prática comercial de animais silvestres se tornou ainda mais lucrativa e devastadora em função de todo ideologia e marketing construído. Por isso, é irrefutável a necessidade de subverter tal situação, a qual possui como causas a negligência estatal e o desejo humano por acúmulo de capital.
No que concerne ao primeiro ponto, vale salientar que a Constituição Federal do Brasil proíbe a caça desses animais em território nacional. Porém, a pífia fiscalização e a possibilidade de anistia por meio de fiança, em relação a crimes como esse, demonstram a inobservância mediante esse cenário nefasto. Nesse sentido, o Estado rompe com seu papel fundamental e viabiliza a recorrência do tráfico. Logo, é necessário interromper esses problemas urgentemente.
A respeito do segundo dado, é importante destacar que o outro fator que retarda o combate é o anseio capitalista. Afinal, o comércio de animais silvestres movimenta um enorme capital anual. Um grande exemplo são feiras livres chinesas, as quais movimentam cerca de 70 bilhões de dólares anuais a partir disso, conforme a revista Superinteressante. Nessa perspectiva, o geógrafo Milton Santos, em sua obra “por uma outra globalização”, argumenta que esse capitalismo perverso busca o lucro a todo custo e promove a destruição, a qual é expressa, nessa situação, pelo comércio ilegal de animais que devasta a biodiversidade brasileira.
Em virtude disso, medidas são imprescindíveis para sobrepujar tal contexto. Para isso, o Ministério da Educação deve promover campanhas nas escolas brasileira para incentivar a preservação ambiental. Isso pode ser feito por meio de palestras que contem com a presença de professores, biólogos, geógrafos e agentes de órgãos como o IBAMA para expor problemas locais e nacionais acerca do comércio ilegal de animais e das consequências ecológicas disso. Desse modo, será possível, paulatinamente, que as pessoas tenham conhecimento da problemática em questão e sintam-se engajadas a combater e denunciar os casos recorrentes.