O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 22/07/2020
A animação americana ‘‘Rio’’ retrata a comercialização criminosa de animais da fauna brasileira. A partir desse contexto, já saindo da ficção, percebe-se que é imprescindível adotar medidas para impedir o tráfico animal e efetuar a lei nacional que garante a proteção desses seres vivos. Assim, é preciso discutir a principal causa que coopera com a comercialização ilegal dos animais e seus efeitos, a fim de combatê-los.
É válido, primeiramente, ressaltar que a falta de uma educação ambiental somada por um comércio lucrativo, incentiva práticas de tráfico animal. Isso ocorre porque, a sociedade refuta os direitos dos animais, que com a sua venda,muitas vezes, ilegal, oferece grandes vantagens econômicas aos seus exploradores. Dessa forma,a ambição humana desrespeita as leis ambientais e desconsidera a importância de preservar a diversidade da fauna nacional. Sobre a prática econômica do comércio ilegal de animais exercida no Brasil, a ONU(Organização das Nações Unidas) enfatiza que o tráfico de animais silvestres é a terceira atividade ilícita mais lucrativa do planeta.
Analisa-se, consequentemente, que a comercialização proibida de animais impacta tremendamente todo o ecossistema.Isso acontece devido a captura desenfreada que, muitas vezes, deixa o animal em um estado de saúde bastante vulnerável, até mesmo em risco de extinção, e impossibilitado de retornar ao seu habitat natural. Assim, ocorre um descontrole na cadeia alimentar, prejudicando os próprios seres humanos, que financiam e contribuem com o tráfico animal,diretamente ou não, como, por exemplo, comprando pássaros em risco de extinção. Tal questão já foi estudada pelo IBAMA(Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis)ao perceber que 60% dos animais traficados abastecem a demanda do mercado interno, revelando a prática cultural da nação que contribui com esse tipo de crime ambiental.
Percebe-se,portanto,que é necessário impedir a comercialização ilegal dos animais silvestres. Logo,é preciso que o Ministério do Meio Ambiente destine mais verbas e políticas públicas ao IBAMA, com o objetivo desse órgão obter mais recurso para reprimir o comércio criminoso dos animais.Tal medida deverá ser realizada em parceria com a polícia do meio ambiente,no combate e resgate direto dos animais já capturados, mas também,com a disponibilização de equipes do IBAMA aptos a ministração de palestras em escolas,com o intuito de orientar e promover a população uma efetiva educação ambiental. Dessa forma,diferente do filme Rio’’, que denuncia a ameaça da vida animal,essas ações serão um instrumento para garantir a preservação desses seres vivos.