O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 22/07/2020
No ano de 1500, navegações portuguesas adentraram na costa brasileira e iniciaram o processo de colonização. De acordo com cartas do navegador Pero Vaz de Caminha, os europeus ficaram extasiados com a fauna sul-americana. Desde então, observou-se a prática de exportação e comercialização de animais exóticos, recorrente até os dias atuais, através da falta de comprometimento social com o meio ambiente.
Em primeiro plano, é relevante citar o filme “Rio”, que retrata a relação do Brasil com o tráfico de animais silvestres. Na obra, é abordada a situação da ararinha-azul, espécie brasileira quase extinta por consequência de sua comercialização. Depreende-se, portanto, que a obtenção de animais silvestres está estritamente ligada ao extermínio dessas populações.
Paralelo a isso, vale também ressaltar o ocorrido com um estudante de veterinária em Brasília, o qual foi picado por uma serpente que tinha em sua casa de forma ilegal. Tal acontecimento proporcionou a localização de uma rede de tráfico animal que foi confiscada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente, o IBAMA. No entanto, esse órgão está com recursos escassos e necessita urgentemente de ajuda governamental para continuar com suas atividades.
Em vista dos argumentos apresentados, faz-se precisa a criação, por parte do Ministério do Meio Ambiente em conjunto com o Ministério da Economia, de um fundo de investimentos para o meio ambiente. Para isso, será necessária a destinação de parte dos impostos federais para a ação, sendo crucial o apoio da Câmara dos Deputados a fim de tornar isso possível. Por fim, é esperado que os órgãos competentes possibilitem que o IBAMA exerça suas funções de proteção ambiental, diminuindo cada vez mais o tráfico da fauna brasileira.