O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 23/07/2020
Fauna em Perigo
Em uma das animações da Disney, o filme 101 Dálmatas apresenta a vilã Cruella De Vil como dona de uma importante grife de moda que utiliza a pele dos cães para confeccionar casacos de luxo. No entanto, fora dos cinemas a cultura de maus tratos, bem como o comércio ilegal de animais ainda é uma realidade no Brasil. Dessa maneira, a ineficiência das leis e a ideologia de superioridade humana fazem perpetuar o problema.
Em primeira análise, depreende-se que a inobservância governamental torna o leque de leis existentes ineficientes, já que não existe fiscalização de fato ao cumprimento delas. Seguindo esse viés, é necessário que os profissionais capacitados circulem em abrigos e criadouros, assim como em ambientes de caça e proíbam qualquer perseguição, destruição ou caça aos animais silvestres. Dessa maneira, o combate do comércio ilegal da fauna colaborará com o resgate da homeostase da natureza, visto que a retirada de um animal de seu habitat natural acarreta na morte de outras espécies que, até então, estabeleciam uma relação de presa e predador na cadeia alimentar.
Por outro lado, o caráter individual e capitalista de boa parte da sociedade é herdado de uma ideia de superioridade sustentada pela mídia. Logo, é indubitável que o setor midiático relaciona a utilização de produtos oriundo da carne e do couro de animais selvagens, de maneira luxuosa - em forma de casacos de pele ou na culinária- a um alto poder aquisitivo. Com isso, análogo ao pensamento da socióloga Hannah Arendt: quando uma atitude agressiva ocorre constantemente, as pessoas deixam de vê-la como errada, logo, a falta de senso crítico da população não a permite enxergar o problema. Sendo assim são necessárias políticas públicas de conscientização, como palestras e comercias de televisão.
Urge, portanto, que medidas enérgicas sejam elaboradas para combater a prática de comércio ilegal de animais silvestres. Posto isso, o Governo Federal, aliado ao Departamento do Meio Ambiente deve promulgar leis que aumente as punições para quem as descumpre, a fim de promover a diminuição de casos e a reincidência dos mesmos. Além disso, a conscientização em escolas e comunidades por meio de rodas de conversa de punho educativo faz aumentar o número de denúncias e, consequentemente, da preservação da natureza.