O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 23/07/2020

Em sua obra ’’ Vidas Secas’’, o escritor Graciliano Ramos retrata a vida de uma família em companhia de uma cadela chamada Baleia, que em uma parte do livro será sacrificada, pois sofria com a falta d’água que assolava o sertão nordestino. Nota-se que ainda hoje, os animais sofrem com a ação antrópica, problema que é agravado pela falta de mobilização social em prol dos bichos e por causa da negligência governamental.

Em primeira análise, cabe pontuar que o processo de exploração da fauna e da flora foi se expandindo e infelizmente não foi acompanhado pela mobilização popular contra esse ato. Dessa forma, vários animais são capturados para abastecer o mercado de bichos de estimação, os quais podem ser submetidos à condições insalubres de sobrevivência. Além disso, apesar de ser um desrespeito moral com as espécies, o comércio ilegal movimenta mais de 23 bilhões de dólares por ano, segundo a ONU.

‘‘A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo em que seus animais são tratados’’, disse Mahatma Gandhi, líder da independência indiana, alegando dessa maneira, o quanto a venda ilegal e consequentemente o desrespeito com os bichos é prejudicial para o desenvolvimento social dos países. Outrossim, é que a falta de fiscalização, por parte das autoridades públicas, fortalece a exploração de reservas florestais e a diminuição da biodiversidade.

Portanto, é dever da população se mobilizar por meio de redes sociais exigindo o combate à práticas de captura de animais. Ademais, o Governo Federal, por intermédio do IBAMA, deve utilizar novas tecnologias de fiscalização como drones, para multar os atos ilegais. A fim de que, diferentemente da cadela Baleia, os animais possam ter acesso à melhores condições de existência.