O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 23/07/2020
No filme “Rio” é retratado como o comércio da ararinha azul ajudou a aumentar o risco de extinção da espécie. De fato, casos como dessas aves não se limitam a cenários fictícios e acarretam em problemas ecológicos reais. Nesse sentido, o combate ao tráfico de animais silvestres é um tema pertinente ao contexto brasileiro. Fica notório que além do perigo de ter um ser selvagem em casa, o comércio ilegal traz danos irreversíveis aos ecossistemas.
Deve-se pontuar, antes de tudo, que recentemente um jovem ficou em coma ao ser picado por uma naja e como ela é espécie exótica só havia um antídoto no país. Nessa lógica, é válido afirmar que as pessoas se colocam em risco ao comparem animais ilegais. Segundo Kant, as ações devem ser confrontadas sob uma ótica universal para determinar se devem ser feitas ou não. Logo, faz sentido presumir que se submeter a um risco desnecessário e, consequentemente, tirar recursos que seriam gastos com quem precisa, confronta a ética kantiana e por isso não deve ser feito.
Ademais, os danos não se restringem apenas à saúde do comprador. Dentre efeitos, teia alimentar é um conceito ecológico para a explicar a codependência alimentícia que as espécies têm com as outras de modo que a retirada forçada de uma, prejudica todo um ecossistema. Por certo, o tráfico de animais silvestres traz problemas para diversas áreas no meio ambiente. Desse modo, percebe-se certa urgência na adoção de medidas que trabalhem essa questão é seus efeitos.
Torna-se evidente, portanto, que casos como o do filme “Rio” não podem mais ser reflexo da sociedade. Assim, com o propósito de resolver a problemática do comércio ilegal de animais silvestres no país, cabe ao Ministério do Meio Ambiente com ações da polícia federal, por meio de investigações secretas, localizar e punir os traficantes de animais, a fim de fazer com que eles não repitam esses atos. Além disso, as escolas e universidades precisam fazer oficinas para a sociedade entender os riscos em ter um animal silvestre em casa. Enfim, a partir dessas ações a ética kantiana será expandida ao campo ambiental.