O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 25/07/2020
O comércio ilegal de animais silvestres é a terceira maior atividade ilegal do mundo, impulsionado pelo lucro alto gerado, pela ineficiência das leis e dificuldade de fiscalização principalmente no Brasil o qual é um território muito vasto.
Desde a antiguidade o ser humano utiliza os animais para se autobeneficiar, porém muitas vezes fazendo de forma irresponsável. A retirada de animais silvestres do seu habitat natural pode acarretar em sérias consequências ambientais, as quais também nos afeta, pois dependemos do meio ambiente para sobreviver assim como animais. Um animal não está no ambiente no qual vive aleatoriamente, todos os animais presentes em um bioma cooperam para o equilíbrio deste. A perda de uma espécie em um ambiente pode favorecer proliferação de pragas, morte de outras espécies predadoras e até mesmo perda de espécies da vegetação do local, caso o animal em questão seja um dispersor de sementes, polem ou frutos, acarretando na morte de animais os quais se alimentavam dessas espécies.
Além de afetar a fauna do lugar que foi retirado e também a fauna do lugar para onde foi transportado, os animais silvestres podem apresentar riscos sanitários ao homem. De 70 a 80% das nossas doenças tiveram passagem por animais silvestres, exemplo a raiva a a leptospirose. Corremos um risco muito grande de serem transmitidas doenças que o nosso corpo não possui defesas para lidar, causando sérios problemas sanitários, como foi o caso da peste negra na Europa.
Fica claro que além de prejudicial a vida silvestre, o trafico de animais também causa riscos ao ser humano e ao ambiente no qual vivemos. Sendo assim necessárias ações como politicas públicas de conscientização a população, com auxílio da mídia, deixando claro a importância de cada ser vivo presente no ambiente para o equilíbrio deste e saúde da população. Também é importante o aumento da fiscalização pelo IBAMA das rotas mais utilizadas pelos traficantes.