O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 23/07/2020
O comércio ilegal de animais silvestre é, além de uma sério problema gerado pelo próprio homem, uma preocupação para todas as gerações, pois, conforme o tempo passa, mais a sociedade necessita de planejamento e de competência quanto à proteção das populações da fauna. Nesse contexto, em especial no Brasil, essa problemática ganha contornos de desespero, tendo em mente que, nas últimas décadas, segundo o IBAMA, o índice do tráfico de animais no país foi superior a 33% e o de proteção e o de efetivo combate foi inferior a 5%. Diante dessa realidade assustadora, é preciso repensar o comportamento social e o estatal deste início de terceiro milênio, no sentido de reeducar a sociedade e de redirecionar as prioridades governamentais, senão, o futuro estará seriamente comprometido.
Em princípio, quando se leva em com, por exemplo, que o país sustenta, atualmente, de acordo com a revista Eco 21, o status de quinto no ranking de enfrentamento da comercialização ilegal de animais no mundo, torna-se perceptível a gravidade do caso. Isso porque, embora sejam criadas leis de proteção à fauna, a exemplo da lei 9.605/98, os sistemas judiciário, legislativo e executivo estão entre os piores do globo, com uma margem de mais 42% de crimes ambientais, sequer, investigados, segundo o CNJ.A consequência disso é a degradação ambiental, com a destruição de florestas e de populações da fauna, no que tange ao meio ambiente, em decorrência do descaso das autoridade competentes. Tudo isso devido à ausência de políticas pactuadas com o bem-estar socioambiental.
Nesse aspecto, a efetividade no combate à comercialização silvestre ilegal é impossibilitada em razão da escassez de investimentos governamentais para a diminuição da taxa do tráfico silvático. Nessa lógica, os animais subsistem em um meio periculoso e desprotegido, e o pior é o paradoxal cenário, no qual são submetidos à exploração e aos maus-tratos humanos, como objetos, fato ratificado nas palavras do filósofo alemão Arthur Schopenhauer, segundo o qual “o homem tornou a terra um inferno para os animais”, pois é explícita a pacificidade social em desconformidade com a lei 9.605/98, frente à vulnerabilidade da flora e da fauna brasileira, há tempo exploradas de forma irracional.
Diante desse cenário devastador “invisível” a muitos olhares no país, urge a tomada de medidas incisivas, para se reverter esse quadro de iminente extinção. Para tal, as autoridades públicas como, por exemplo, o ICMBio, precisam implementar políticas eficazes de regulamentação, de fiscalização e de execução das normas atinentes ao combate do tráfico silvático, com o desenvolvimento de programas de ecoturismo socioambiental. Além disso, cabe à mídia trabalhar o comportamento social em relação à segurança e à proteção dos animais, evitando-se os autos índices do tráfico silvestre. Dessa forma, a luta contra a comercialização ilícita silvática no Brasil não será inócua .