O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 24/07/2020

No Brasil, o tráfico de animais silvestres é considerado crime ambiental conforme a legislação em vigor. Neste contexto, foi elaborada a legislação brasileira que protege a fauna silvestre. A atenção política para a constante violação das leis que protegem esses animais intensificou-se a partir do ano de 1967. Diante disso, realizou-se a Campanha nacional, com iniciativa da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (RENCTAS), que tem por objetivo a distribuição gratuita de kits educativos para educadores. Assim, embora com esses direitos assegurados, vê-se que a ganancia humana impulsiona essa mazela e a falta de fiscalização eficiente coloca em risco a fauna silvestre no país.

Immanuel Kant afirmou que, pode ser julgado o coração de um homem pela forma como ele trata os animais. É importante pontuar, de início, que as atividades ilegais, atreladas a uma forma de se beneficiar financeiramente, expandiram-se pelo Brasil para atender ao luxo de alguns cidadãos, o que propiciou a extinção. Tal situação contribuiu para o surgimento de meios coercivos que são usados contra o tráfico de animais, como a formação de brigadas anti-caça furtiva, o controle aduaneiro em aeroportos e, sobretudo portos, ou a inspeção de lojas de animais. Todavia, alguns indivíduos que visam somente o lucro, ou seja, movidos pela ganância humana, descumprem as leis impostas pela legislação. Com isso, contribuem para a perpetuação desse ciclo cruel.

É importante ressaltar, que a falta de fiscalização impede que essa mácula seja banida da sociedade brasileira. Isso ocorre porque o território brasileiro abrange muito espaço e dificulta a fiscalização adequada por área. Segundo dados do (RENCTAS),somente no Brasil, o tráfico de animais tira por ano 38 milhões de bichos da mata, que gera 3 bilhões de reais. Desse modo, vê-se a ineficácia do sistema de fiscalização do país, que é uma das causas da extinção dos animais, que futuramente trará um desequilíbrio ecológico, fazendo com que a população não conheça as diversas espécies da fauna brasileira. Dessarte, é de extrema relevância e urgência uma fiscalização eficiente.

Torna-se claras, portanto, as causas do tráfico da fauna silvestre no país. Dessa maneira, é necessária a ação do ministério público e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, criar estratégias de fiscalização eficazes, no combate às atividades ilegais que propiciam a extinção, uma vez que enfraquecerá o mercado de trabalho ilegal desses animais, por meio da atuação com incentivos fiscais, a fim de conciliar, de fato, a preservação, a saúde e a segurança da fauna. Ademais, é dever da mídia, por meio de propagandas, abordar a temática em questão, para que gere consciência social e a ganância humana seja colocada em segundo plano.