O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 24/07/2020

O Brasil é reconhecido internacionalmente pela sua elevada biodiversidade, o que faz com que o país receba diversos biólogos e turistas que desejam ver/estudar os variados tipos de animais existentes nas florestas brasileiras. Entretanto, esse cenário diversificado de bichos vem sendo abalado devido ao comércio ilegal de animais silvestres, que tem com causa não só a negligência estatal no combate a essa prática, como também a omissão da sociedade. Dessa maneira, é imprescindível a discussão desse percalço para mudar esse cenário ilegítimo.

De início, vale ressaltar que a baixa fiscalização acerca do comércio ilegal de animais é consequência de uma população que utiliza os bichos para movimentar a economia, seja na agropecuária, seja na venda de animais de estimação. Exemplo claro dessa realidade é o dado oferecido pelo o site G1, que mostra que essa prática ilegal movimenta 40 bilhões por ano. Nessa perspectiva, o Estado não se preocupa em fiscalizar o tráfico de animais, uma vez que os bichos não são reconhecidos pelo seu alto poder na manutenção do meio ambiente, já que eles ocupam importantes papéis na cadeia alimentar, que se forem desestabilizadas podem afetar toda a natureza. Desse modo, fica claro a negligência estatal no combate desse ato ilegal, o que é um desrespeito a Constituição Federal de 1988, que garante um meio ambiente ecologicamente equilibrado.

Além disso, outro fator que dificulta a erradicação desse comércio ilegal é a falta de políticas públicas que influenciem os cidadãos a não praticarem esse ato. É preciso compreender que os canais de comunicações são um forte meio de formação de opinião, sendo que muitos brasileiros se informam apenas por esses veículos. Diante do contexto, a falta dessas propagandas nos canais abertos faz com que a população banalize essa prática, que é comprovada pelo dado do site ciclovivo, que mostra que o Brasil é um dos maiores mercados para o tráfico de animais. Fica nítido que essa realidade precisa de mudar, uma vez que essa atividade afeta até no aumento de doenças tropicais, como exemplo a febre amarela, quem tem como hospedeiro definitivo os macacos, mas na falta deles o hospedeiro se torna o ser humano.

São necessárias, portanto, medidas para mudar essa realidade contemporânea marcada pela ilegalidade. O Ministério do Meio ambiente deve aumentar a fiscalização acerca do tráfico de animais, por meio de instituições municipais que realizem visitas nas fronteiras brasileiras e nas feiras da cidade, com o intuito de erradicar esse ato, e assim, garantir um meio ambiente estável.Ademais, os canais de comunicação devem influenciar os cidadãos acerca da necessidade de acabar com esse comércio, por intermédio de telenovelas, músicas e propagandas que debatem sobre os malefícios dessa prática.