O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 24/07/2020
De acordo com Aristóteles,“A base da sociedade é a justiça”.Entretanto, o contexto do Brasil do século XXI contraria-o,uma vez que a ausência de um combate eficaz para comércio ilegal de animais silvestres demonstra-se como uma questão de injustiça, o que desestrutura a base da sociedade brasileira.Nesse sentido,é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.
Precipuamente,é fulcral pontuar que o alto índice de retirada dos animais de seu habitat coloca em risco de extinção um número cada vez maior desses seres, além de contribuir com a exploração econômica de florestas.Nessa sequência, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre o tráfico de animais, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema.
Ademais,é imperativo ressaltar que animais em cativeiro perde a capacidade de caçarem alimento, de se defenderem dos predadores ou de se protegerem de situações adversas. Se forem libertados, mesmo que em locais propícios, dificilmente sobreviverão.De acordo com o coordenador geral da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas), Dener Giovanini, só no Brasil, 38 milhões de animais são retirados da natureza por ano considerado a terceira maior atividade ilícita, depois das armas e das drogas. Partindo desse pressuposto, o aumento de zoonoses como a febre amarela tendo primatas como principal vetor, pode acabar sendo uma doença letal caso seres humanos continuarem tendo contato direto com essas espécies. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o tráfico contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira.Dessarte, com o intuito de mitigar o comércio ilegal de animais silvestres,necessita-se,urgentemente, que o Ministério do Meio Ambiente sendo o órgão responsável pela preservação da biodiversidade, juntamente com o Governo Federal, crie programas de monitoramento 24h para uma a
maior ampliação a cerca das fiscalizações,a fim de punir seriamente os envolvidos aumentando o período de pena e gerando multas mais elevadas. Ademais, cabe às instituições de ensino e à mídia a promoção de campanhas e reportagens, que visem a conscientização das pessoas sobre o os perigos dessa prática incentivando a importância de denúncias que poderiam ser feitas através de um portal online, criado pelo Governo por meio de finanças vindas do Tribunal de Contas da União.Dessa forma,esse impasse de cunho social e político será cada vez menos recorrente no país.