O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 28/07/2020
Na animação “Rio” de 2014 é retratado a vida de Blu, um animal silvestre cuja espécie se encontra a beira da extinção, que foi retirado de seu habitat natural e ilegalmente comercializado para a domesticação. Não distante a ficção, o tráfico de animais silvestres para fins domésticos e comerciais ainda é um grande problema. No Brasil, esse tipo de crime encontrou um terreno fértil devido a falta de fiscalização e o descaso da população.para com essa prática.Tal ato inconstitucional gera sérias consequências para o planeta devido ao desequilíbrio ambiental que esse crime proporciona. fazendo-se assim indispensável uma maior reflexão sobre o tema.
Segundo a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (RENCTAS), o Brasil é o terceiro país que mais trafica animais silvestres no mundo. Tais dados são as consequenciais da deficiência na fiscalização de cativeiros clandestinos combinado com as punições brandas e ineficazes para inibir e coibir esse ato delituoso. Ademais, Segundo a lei da oferta e da demanda elaborada pelo economista Adam Smith podemos concluir que o tráfico só existe porque têm quem compre.Portanto, o descaso da sociedade com relação a procedência do animal, não dando prioridade aos estabelecimentos credenciados, apresenta-se como mais um empecilho na guerra contra o tráfico ilegal desses animais. Dessa forma, faz-se imprescindível a dissolução dessa conjuntura.
Outrossim, é importante salientar que os efeitos do desequilíbrio ambiental ocasionada pelo tráfico de animais gera desastrosas consequências. Dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e do Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), mostram que 90% dos animais silvestres morrem logo depois de retirados dos seus habitats. Impossibilitando assim, a reinserção futura desse animal na natureza, elevando o risco de extinção e aumentando a destruição da fauna e da flora do planeta. Outro problema que deve ser evidenciado é o risco do surgimento de novas doenças, assim como aconteceu com a atual pandemia do Covid-19, cujo contato humano com animais silvestres sem acompanhamento profissional está resultando em milhões de mortes humanas.
Em síntese, medidas devem ser efetivadas a fim de combater o comércio ilegal de animais silvestres. Desse modo órgãos fiscalizadores do meio ambiente juntamente com as escolas, devem por meio de eventos públicos, com palestras e debates a respeito do tema, democratizar a educação ambiental com o objetivo de conscientizar a população a cerca da gravidade do problema.Contudo é mister que que o governo federal intensifique a fiscalização e por meios dos veículos de comunicação divulgue o contato da linha verde do IBAMA, assim, incentivando a população a denunciar, visto que a preservação da natureza deve ser um interesse de todos.