O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 24/07/2020

No filme norte-americano “Rio” da produtora Blue Sky, conta-se a história das duas últimas araras azuis da espécie ameaçadas de extinção, dado o alerta de extinção as aves são unidas para acasalarem e perpetuar a espécie no Rio de Janeiro, contudo as indefesas araras são perseguidas por traficantes de aves silvestres que desejam lucrar através do contrabando das raras araras. De maneira análoga, a animação retrata um dos maiores problemas enfrentados no Brasil: o comércio ilegal de animais silvestres. Desse modo, é perceptível que a falta de controle nas fronteiras brasileiras e o amplo mercado de consumo animal que não é vigiado pelo governo contribuem com o comércio ilegal de animais silvestres no Brasil e no mundo.

Segundo dados fornecidos pela ONU, no Brasil, 4 milhões de animais silvestres são traficados anualmente. Tal debate é discutido em todo o mundo, sobretudo no Brasil que é o quarto país com maior número de tráfico de animais. Conseguintemente, o tráfico e exploração animal em massa coloca em risco de extinção cada vez mais animais, além de contribuir para a exploração econômica das florestas, trazendo terríveis danos ao ecossistema brasileiro tão diversificado biologicamente.

Ademais, a falta de vigilância ambiental nas fronteiras brasileiras juntamente à amplitude desta, facilitam o tráfico de animais que segundo a Unesco: depois do tráfico de drogas e armas é o que mais gera lucro no Brasil. Nesse viés, a carência de medidas protetivas do governo federal em relação à proteção de animais não-humanos ocasiona à estes o papel de atrações de shows, circos e zoológicos, cobais para testes de vacinas e estudos de forma ilegal e não sustentável ao meio ambiente.  Como resultado promove sérias consequências que afetam as cadeias tróficas dos animais que tem por direito  garantido no estatuto dos animais não-humanos à liberdade em seus hábitats.

Portanto, medidas são necessárias para solucionar o problema. Cabe ao Ministério do Meio Ambiente através de recursos investidos pelo governo federal aumentar o número de guardas oficiais de animais nas fronteiras, melhorando seu serviço de vigilância, aumentar o número buscas e apreensões de animais de posse ilegais em zoológicos, parques, hospitais veterinários e fazendas além de aumentar as inspeções nas áreas de grande número de populações de animais silvestres como a Floresta Amazônica. Cabe ao poder legislativo elaborar novas leis de intensificação de guarda de animais, proibindo sob as circunstâncias de alterações irreversíveis no ecossistema brasileiro e violação do direito dos animais, o porte de  quaisquer animis silvestres sob qualquer razão a não ser para o beneficio destes. A fim de proporcionar segurança as espécies, diminuição de espécies em ameaça de extinção e cumprir a fala de Aristóteles de que “Temos o dever universal de honrar a natureza.”