O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 25/07/2020
Na obra “Urupês”, o autor, Monteiro Lobato,critica a falta de consciência ambiental dos paulistas,os quais exploravam a natureza de forma descontrolada.Hoje,ainda percebe-se uma relação desarmoniosa entre homem e meio ambiente, principalmente, no que tange ao comércio ilegal de animais silvestres. Essa problemática carece de um combate mais efetivo,tendo em vista, sobretudo, as consequências ecológicas e os riscos sanitários que esse tráfico pode provocar.
De fato,o tráfico de animais selvagens provoca muitos impactos negativos no meio ambiente.Sabe-se que,segundo dados da Polícia Federal,estima-se que cerca de 38 milhões de animais sejam retirados anualmente da natureza para o comércio ilegal.Essa estimativa alarmante faz prever o grande impacto natural,o qual acomete desde problemas menores,como danos às interações ecológicas,até grandes impasses,como a extinção de espécies.Nesse sentido,o desequilíbrio ecológico causado pelo tráfico é sem precedentes e põe em risco a biodiversidade e a riqueza natural brasileira. Dessa forma, a falta de consciência ambiental das populações ribeirinhas e a inefetiva fiscalização nas áreas incidentes mantêm esse quadro de ameaça à fauna do país.
Ademais, outros motivos para o combate ao comércio ilegal desses animais são o risco de novas doenças e de erros no manejo. Sabe-se que o convívio com animais selvagens provoca o possível contato com novos agentes etiológicos, os quais podem ser gravíssimos para a saúde humana. Além disso,a falta de experiência com esses bichos pode causar maus tratos por erros de manejo e por desconhecimento de suas necessidades básicas.No entanto,parte da população,por ignorância a respeito dos perigos,ainda faz compra ilegal ou captura animais silvestres para domesticar,em vez de devolvê-los à natureza ou encaminhá-los para os centros responsáveis por recolher esses bichos.
Fica claro,portanto,que,em vista das consequências citadas,o comércio ilegal de animais silvestres deve ser efetivamente combatido.Para isso,cabe ao Governo Federal ampliar os investimentos em políticas de fiscalização,por meio da destinação de maiores recursos à Polícia Federal,pois isso intensificaria a guarda em áreas incidentes de tráfico,a fim de reduzir o comércio ilegal e proteger a fauna.Outrossim,compete ao Poder Público a promoção de uma consciência ambiental nos brasileiros,por intermédio de campanhas publicitárias que esclareçam os riscos ecológicos e sanitários do comércio ilegal,divulgando nas mídias televisivas e virtuais,com o fito de alcançar mais pessoas e diminuir a compra de bichos,além de promover a sustentabilidade.