O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 25/07/2020
De acordo com o romancista irlandês George Bernard, o progresso é impossível sem mudança; e aqueles que não conseguem mudar suas ideias e ações não evoluem. Nesse hiato, este pensamento, embora correto, não é concretizado no hodierno cenário brasileiro, pois, o combate ao comércio ilegal de animais silvestre no Brasil carece de mudanças, já que não contribui para o desenvolvimento da sociedade. Isso ocorre, ora pela hesitação governamental, ora pelo despreparo civil sobre esse contexto.
Mormente, é importante salientar o absentismo governamental para combater o tráfico de animais silvestre no país. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar de toda população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Tal fato reflete, não só nos escassos investimentos para maior valorização dos profissionais do I.B.A.M.A (Instituto brasileiro de meio ambiente), como também na falta de aplicabilidade estatal em protecionismo de animais endêmicos de regiões com alta biodiversidade, exemplo: Amazônia, perante a carência em infraestrutura de base e programas sócio-construtivista, medidas essas que combateriam o comércio ilegal e tornariam o ambiente comunitário mais eufônico.
Ademais, outro ponto relevante nessa temática é o despreparo civil acerca do comércio irregular de espécies silvestres, pois, não houve instrução na íntegra, tornando-se antipática a luta por mudanças. De acordo com o educador Paulo Freire, o conhecimento educacional sozinho não transforma a sociedade, sem ele tampouco a sociedade muda. Isto é, ressaltam tanto a importância da resplandecência de um senso crítico civil, quanto a base de um aprendizado educacional analítico sobre como resolver problemas voltados a importância de refutar o comércio ilegal de animais silvestres, competências essas que seriam imprescindíveis para contrapor o impasse. Além disso, consoante ao site G1, cerca de 52% da população adulta no Brasil não obtiveram uma educação básica funcional, isso mostra também toda mazela e despreparo social sobre esse contexto.
Destarte, o Estado, aliado às prefeituras municipais, por meio de verbas governamentais, deve promover não apenas campanhas educacionais para instrução, capacitação e aprendizado dos cidadãos, acerca de uma melhor forma de combate contra tráfico clandestino de espécies exóticas, como também palestras e programas sociais em centros culturais das cidades, com materiais de apoio sócio-construtivista, participação remunerada de profissionais do I.B.A.M.A e representantes do governo legislativo, em virtude de uma melhor assistência estatal, a fim de englobar todos à etiologia e minimizar toda e qualquer inadimplência. Somente assim, buscar o tão sonhado progresso de Bernard.