O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 26/07/2020

Uma característica inerente às sociedades humanas desde a Antiguidade é o desejo pela riqueza e a busca de novas formas para enriquecer. Em paralelo a modernidade, o comércio de animais silvestres se apresenta como uma forma de realizar tal cobiça, o qual adota práticas ilegais, visto que, além de infringir a lei, degenera todo o meio ambiente e suas relações ecológicas.

O surgimento de diversas faunas e floras iniciou-se há milhões de anos, nas eras Pré-Cambriana e Paleozoica, evidenciando um longínquo elo entre os animais e seus habitats, implicando em uma relação de dependência entre ambos. A partir do momento em que uma espécie é retirada de seu meio,  independente da circunstância, todo um ecossistema, que já era consolidado, é afetado negativamente, acarretando um desequilíbrio ecológico, dentre eles, a extinção de espécies.

Uma das circunstâncias que fazem o homem retirar um animal de seu habitat natural é o tráfico ilegal de animais, visto que se estabelece como uma forma de comércio e, logo, de obter lucro,  constituindo-se como uma ambição universal do homem desde centenas de anos. Parafraseando o físico Stephen Hawking, a ganância é uma das maiores ameaças do planeta. Ganância essa que busca a riqueza material em diversos meios, como o caso da venda de animais silvestres. Um outro fator também problemático é a necessidade de poder que alguns sujeitos possuem ao adquirir animais desse contrabando. O status e a cobiça fazem parte desse ciclo vicioso entre aqueles que vendem e aqueles que consomem esse tipo de comércio.

Nesse sentido, percebe-se que o tráfico de animais é uma polêmica que envolve diversos âmbitos da sociedade, como o social o econômico e o ecológico. Em virtude desses fatos, cabe ao Governo Federal, em parceria a Polícia Federal e Rodoviária Federal, fazerem inspeções no território nacional a fim de romper cativeiros de animais, pois ainda falta atuação das autoridades e há negligência do poder público. Além de ser implementada, pelo Ministério da Educação, uma disciplina sobre educação e cuidados ambientais na Base Nacional Comum Curricular. Dessa forma, a comunicação e a educação motivará o empenho de todos pela melhora da nação.