O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 30/07/2020

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, o Brasil abriga a maior biodiversidade do planeta. Entretanto, mesmo com tamanha variedade de vida, há uma histórica relação de superexploração natural desde a colonização brasileira. Realidade essa, estendida até os dias atuais, visto que o Brasil é um dos países com maior incidência de comércio ilegal de animais silvestres mundialmente. Em outros termos, o país com a maior diversidade de fauna  é também um dos que mais a desrespeita.

Em primeiro plano, é importante destacar que o sistema político-econômico brasileiro está intrinsecamente ligado a cultura de degradação natural, visto que, o sistema capitalista está ligado à produção em massa e o consumo na mesma proporção, com isso, para a obtenção do lucro é preciso retirar da natureza diversos recursos em larga escala. Em busca do capital, desmatam áreas de preservação e retiram tudo que permite lucrar, inclusive os animais silvestres que são vítimas da constante atividade de caça atualmente.

Além disso, é importante destacar que mesmo a parcela de animais que continuam na natureza correm risco de extinção, risco esse causado pela  caça predatória e constante degradação de seus habitats. Ao passo que as áreas são devastadas mais animais ficam sem alimento, dessa forma, desequilibra a cadeia alimentar e imediatamente outras espécies são ameaçadas. Portanto, o desrespeito com a Fauna brasileira não se limita ao lamentável índice de  tráfico de animais, mas com a histórica caminhada de degradação dos recursos.

Sendo assim, tendo em vista as questões supracitadas, fica evidente a problemática de degradação e exploração natural como animais silvestres. Por isso, se faz necessário uma reformulação penal pelo poder legislativo brasileiro com leis mais severas contra crimes ambientais. Uma vez que, está evidente que apenas a aplicação de multas não é suficiente e se faz necessário a pena de reclusão para tais crimes. Feito isso, se espera que ao menos diminuam os casos a curto prazo.