O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 29/07/2020
O filme de animação norte-americano “Rio”, produzido em 2011, retrata os maus tratos à aves submetidas ao comércio ilegal de animais silvestres. Em paralelo com a ficção, hodiernamente, o Brasil apresenta uma crise para solucionar a problemática do comércio ilegal de animais silvestres. Nessa conjuntura, a ambição humana e a ineficiência de algumas leis são as principais causas desse impasse.
Em 2020, em uma cidade próxima à Brasília, um estudante universitário foi picado por uma cobra naja. Após diversos boatos a Polícia Civil tornou público o caso de que a serpente foi apreendida ilegalmente, a partir de um esquema de tráfico de animais silvestres. Essa estrutura ilegal gera um retorno financeiro médio de trinta mil dólares por selvagem, o que esclarece o aumento do número de animais contrabandeados. Esses animais retirados de seu ecossistema atendem a diversos públicos e fins, desde a procura para a domesticação e fabricação de adornos e artesanatos até propósitos científicos. Nesse caso, visto que os animais silvestres tem alto valor associado, todos os anos cresce o número de animais contrabandeados, e consequentemente, o aumento de casos de extinção entre animais silvestres, o que justifica a necessidade de preservação desses animais em seus ecossistemas.
Nesse contexto, o Brasil destaca-se por ter uma das maiores biodiversidades do globo, o que consequentemente, resulta em um dos maiores pontos de tráfico do mundo. Segundo dados do IBGE, cerca de 36 milhões de animais são retirados da natureza anualmente por traficantes. Apesar do debate sobre o tema, as leis ambientais do país são frouxas e as punições brandas, que corroboram para o aumento anual do tráfico de animais. Além disso, a “Terra dos papagaios” apresenta uma enorme extensão territorial, o que dificulta o controle e o aprisionamento dos traficantes. Logo, urge a necessidade de investir na difusão de meios para combater o tráfico de animais silvestres.
Portanto, é de suma importância uma reformulação nas leis governamentais, no intuito de combater o tráfico de animais. Isso por ser feito por meio de políticas públicas e o repasse de verbas para instituições especializadas no combate ao tráfico de animais - como o IBAMA - que possam fiscalizar e intervir em cargas nos portos brasileiros, além de inspecionar regularmente pontos de maior incidência de animais silvestres, a fim de flagrar possíveis crimes ambientais. Dessa forma busca-se combater o tráfico ilegal de animais silvestres.