O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 30/07/2020

Há diversos países pelo mundo com uma biodiversidade enorme, inclusive o Brasil. Devido às diferentes espécies existentes no globo, muitas pessoas se envolvem com tráfico ilegal de animais silvestres, tanto pelo prazer em ter animais exóticos, quanto pela vontade de lucrar com esse crime. Por essa razão, faz-se necessário encontrar formas de combater esse comércio ilegal e proteger os animais.

Primeiramente, é importante ressaltar que a Lei 5197, de 1967, possui três artigos referentes aos animais silvestres, os quais proíbem caça (profissional ou não), perseguição, destruição ou apanha deles. Isso demonstra que o Estado se prontifica a punir quem infringe a lei e ainda garante a proteção do seres. Entretanto, recentemente, um estudante de veterinária foi picado por uma cobra naja, a qual ele havia adquirido de forma ilegal, já que não há essa espécie de cobra no país, a não ser para fins de estudo. Essa situação promoveu a prisão do traficante e ainda contribuiu para que outros animais exóticos fossem encontrados, inclusive na própria casa do garoto picado pela naja. Assim, percebe-se que um caso como esse denota a irresponsabilidade de quem trafica, o quanto o Brasil ainda sofre com o comércio ilegal de animais e o quanto ainda deve ser feito para combatê-lo.

Outrossim, é necessário destacar que o Brasil é o país com a maior diversidade de fauna, já que possui 20% de toda a biodiversidade do mundo, mas é também o que mais a desrespeita. Isso é comprovado pela Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas), a qual estima que 38 milhões de espécimes sejam retiradas da natureza brasileira todos os anos. Nesse contexto, o tráfico de animais silvestres pode gerar diversas consequências, como a pandemia que se vive atualmente, já que muitos estudiosos acreditam que o vírus começou a se dissipar por causa de um comércio ilegal de animais. Portanto, o combate a esse crime não é apenas por uma questão ecológica, mas também de saúde pública.

Diante do exposto, é perceptível que o Brasil, apesar de cumprir a lei, ainda tem muito o que fazer para ser eficaz no combate ao tráfico de animais silvestres. Para isso, o Ministério do Meio Ambiente, juntamente com o Ibama, devem fazer uma nova Campanha Nacional de Proteção à Fauna Silvestre, como feita em 2008, por meio da distribuição de panfletos, uso de cartazes, quadrinhos e vídeos que demonstrem o poder desse tráfico e as consequências prejudiciais desse crime, como a disseminação de doenças, o perigo de se ter um animal como esse em um país que não tem equipamento, como soros, vacinas e outras substâncias em caso de acidentes, a fim de que os indivíduos cuidem melhor da fauna do país e não prejudiquem os animais, a si mesmos nem as pessoas ao redor.