O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 29/07/2020
Na Constituição brasileira, a lei de proteção aos animais, faz mais que necessário no atual cenário nacional. O elevado índice de tráfico de animais silvestres é bastante alarmante, pode causar uma modificação nos ecossistemas locais, sendo que a baixa impunidade é um alavancador desse comércio ilegal. Dessa forma, a baixa eficiência do Estado em combater essa prática ilegal e o comportamento social de criar animais em cativeiro colaboram para perpetuação desse crime ambiental.
Em primeira análise, conforme a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (RENCTAS) é estimado que todos os anos cerca de 38 milhões de espécimes são retiradas da natureza brasileira pelo comércio ilegal. Assim, mostra-se a lamentável situação vivenciada no território brasileiro, mostrando a grande perda da diversidade que está sendo destruída pelos criminosos que são financiados pela sociedade que promovendo o cativeiro para serem animais de estimação. Sendo assim, é viável a conscientização desses indivíduos sobre os efeitos negativos gerados à natureza quando há retirada do animal de forma ilegal.
Em uma segunda análise, o professor e biólogo Carlos Tavares informar que o potencial da natureza está sendo reduzido de forma acelerada a cada retirada fauna de forma ilegal. Com isso, o reflexo da falta de punição e ausência da aplicação da lei de proteção aos animais tornam-se apenas medidas teóricas a serem seguidas, sendo que o comércio ilegal permanece em constante crescimento por todo território nacional. Logo, é preciso a maior atuação dos órgãos públicos na ação do combate ao comércio ilegal, para que possamos mitigar essa triste realidade enfrentada no Brasil.
Portanto, é necessário a transformação dessa lamentável realidade, é urgente, o combate ao comércio ilegal de animais silvestres e seguir os princípios da Constituição de 1988, preservar toda a riqueza e diversidade natural. Cabe ao Estado ampliar a fiscalização dessa prática ilegal com o uso da tecnologia e monitoramento das áreas mais afetas pela prática criminosa, usando o policiamento e os fiscais do IBAMA, afim de mitigar essa organização transgressora da lei ambiental. Além disso, incluir propagandas nacionais educativas aos cidadãos para não financiar a continuidade dessas práticas que estão em desacordo com lei nacional, e assim, combatendo a atuação dessa atitude tão prejudicial aos ecossistemas que é o tráfico ilegal dos animais.