O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 29/07/2020
A animação “Rio”, protagonizada por uma arara-azul brasileira que foi contrabandeada para os Estados Unidos e precisa ser trazida de volta ao Brasil para acasalar e salvar sua espécie da extinção, apresenta a problemática desta prática na vida dos animais ilustrando as péssimas condições a que são submetidos e pontuando que a exploração e a negligência humanas podem contribuir para que várias espécies raras desapareçam.
Conforme a Constituição brasileira, é proibido a utilização, caça e comércio de animais que vivem naturalmente fora de cativeiro; portanto, estas ações clandestinas fazem com que os animais sejam transportados em condições lamentáveis — como ambientes insalubres ou com pouco espaço — que prejudicam sua saúde e integridade física, muitas vezes resultando em mortes prematuras ou deficiências permanentes.
Logo, a privação das espécies de seus hábitats naturais, em que podem acasalar, adicionada às mortes nos ambientes inapropriados diminuem suas populações, podem levar à extinção e até mesmo causar desequilíbrios ambientais que, por sua vez, podem causar problemas árduos para os humanos como, por exemplo, pragas, mudanças climáticas e infestações de insetos.
Por conseguinte, é necessário haver uma maior fiscalização por parte do IBAMA — orgaõ que cuida da preservação do meio ambiente — com equipes de patrulha em florestas e reservas naturais para evitar a captura dos animais e também é preciso uma conscientização da população por meio da elaboração de propagandas, na televisão ou rádio, que desmotivem as pessoas a comprarem animais ilegalmente e apoiarem essa indústria, apresentando seus riscos, e orientem a denunciar quando presenciarem alguém na posse desses animais.