O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 30/07/2020

Tainá é uma obra cinematográfica brasileira gravada no berço da exploração de animais silvestres. A Amazônia abriga inúmeras espécies de bichos, que por sua vez são vistos como mercadoria global. No caso de Tainá, o objeto para estudo é uma espécie de macaco em extinção que será usado para testagem animal em um laboratório estrangeiro, pela sua abrangência posso garantir que não se trata de algo exclusivamente fictício, pois encontramos araras, tartarugas, peixes, entre outros que estão as margens de serem extintos pela falta de leis mais severas, e organizações mais firmes para findar esse comércio altamente lucrativo mas muito prejudicial ao meio ambiente.

No mesmo escambo de conhecimento, temos as Ong’s de preservação de espécies nativas e de proteção às reservas naturais, que auxiliam no combate ao comércio ilegal de animais e vão além, aumentando gradativamente o número de indivíduos que possam estar sendo extintos em uma variação da espécie em cada caso específico. Por outro lado, temos a necessidade de pautar o relacionamento abusivo que certas empresas têm em relação aos animais em questão, tratando-os como cobaias  em centros de pesquisa clandestinos que direcionam seus resultados às grandes marcas, principalmente no ramo dos cosméticos.

Contemplo nesta trágica cena, um olhar mais crítico no pilar central, as pessoas que dependem deste comércio para sobreviver. Seguindo essa linha de raciocínio, temos como base os ribeirinhos e indígenas caçando tais seres vivos para vender aos grandes manipuladores das multinacionais, e ainda nos cegamos para as crises financeiras que muitos levam a vida toda para superar. Talvez seja mais fácil perder os processos para as grandes empresas, do que estabilizar e recondicionar a situação de vida dos que vivem as margens da miséria.

Agregando os conceitos, as Ong’s devem parar de se preocupar com os peixe grandes, e começar a reeducar os peixes de pequeno porte, pois sem alimento, esses “tubarões” da atualidade começarão a reivindicar seus ciclos de exploração dos recursos animais e estarão mais suscetíveis as mudanças propostas pelas organizações de preservação da biodiversidade animal, com regras mais rígidas e fornecedores mais sábios que melhorarão suas condições de vida financeira.