O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 31/07/2020
Antigamente, no período paleolítico, o homem caçava animais diariamente em busca de alimentos, vestimenta com o couro e até mesmo utilizavam os ossos na confecção de armas. com o passar de milhões de anos observa-se que a caça continua, porém, por motivos distintos dos citados. Dessa maneira, em tempos contemporâneos são perceptíveis os abusos nas perseguições, apreensões e comercializações ilegais no mundo, inclusive no Brasil, pois, o país é rico em biodiversidade , logo, um alvo cobiçado por caçadores e estas ações colocam em perigo a fauna, a flora e indiretamente, até mesmo a espécie humana, portanto esse crime antiético deve ser abolido.
Proporcionalmente, conforme aumentam os casos do comércio ilegal de animais silvestres no Brasil, crescem os problemas com a saúde pública e à queda na população ecológica elevando os riscos de extinção das espécies. Dessa forma, comercializar estes animais colocam ambas as vidas em risco, bem como foi o caso reportado pela emissora Globo do estudante de medicina veterinária, Pedro Krambeck de 22 anos, que chegou a ser picado por uma cobra naja das quais traficava, chegando a ficar em coma na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Enfim, situações como estas acontecem em todo planeta e as condições desumanas que os animais vivem são inaceitáveis, sendo muitas vezes transportados sem água e sem alimento e por consequência, como mostram as pesquisas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) cerca de 9 a cada 10 animais capturados morrem.
Ainda que, segundo informações do site G1.com, mesmo com a morte da maioria dos animais, este é um dos tipos de tráficos mais lucrativos do mundo, atrás somente do comércio ilícito de armas e de drogas. Certamente, os animais vendidos tem vários destinos e um deles é o da culinária, resultando em contaminações, uma vez que, em silvícolas existem diversos tipos de antígenos ativos e inativos, que em contato com o organismo humano podem causar grandes problemas, como a atual pandemia de corona vírus. Além disso, as caçadas ilegais descontrolam a teia alimentar, que após ser abalada prejudica todo o ecossistema de determinado bioma, visto que, com a caça e apreensão de cobras crescem a população de ratos transmissores de Leptospirose.
Em suma, é necessário que o combate à este crime impactante se faça com mais rigidez, então, o Governo Federal, em associação ao Ministério da Segurança, a partir de verbas destinadas a área, deverão tornar as leis existentes mais rígidas, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Tal ação terá como foco a localização de gangues e aumentar o tempo de detenção de infratores, dessa forma, deverão ser contratados mais agentes do Ibama para fiscalizar em maior escala todas as áreas florestais brasileiras, pois quem precisa ficar atrás das grades são os criminosos.