O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 30/07/2020
São Tomás de Aquino defendeu que todos devem ser tratados com a mesma importância. Porém, a questão do comércio ilegal de animais silvestres contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, no Brasil esses animais são vítimas constantes de caças ilegais, e o combate a essa prática ilícita não tem sucesso no país. Dessa forma, é necessário que medidas sejam tomadas pelas autoridades competentes para resolver a questão que é motivada não só pela ineficiência legislativa, mas também pela falta de conhecimento da população.
Convém ressaltar, a princípio, que existem leis que proíbam o comércio ilegal de animais silvestre e que defendem os direitos deles. No entanto, é claro que essas normas não estão sendo cumpridas, já que a cada ano, de acordo com o Globo Repórter, aumenta o número de animais resgatados do cativeiro. Logo, conforme defendeu Maquiavel “Mesmo as leis bem ordenadas são impotentes diante dos costumes.” A perspectiva filosófica aponta para uma falha muito comum das sociedades: acreditar que a criação de leis em si pode resolver problemas complexos, como a questão da negociação ilegal de animais silvestres. Assim, o que se verifica é uma insuficiência da legislação, se esta não vier atrelada a políticas públicas que ajam na base cultural do problema, dificultando sua resolução.
Além disso, é evidente a parcela de culpa da população que por falta de conhecimento se deixa levar pelos desejos e com isso compra um bicho de forma ilegal, infelizmente, alimentando o tráfico dos animais sem nem mesmo ver erros nas próprias atitudes. Isso pode ser evitado com a educação, pois para Kant, o ser humano é o resultado da educação que teve. De acordo com essa perspectiva, se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. No que tange ao mercado ilegal de silvestres, percebe-se a forte influência dessa causa, uma vez que a escola não tem cumprido seu papel no sentido de reverter o problema, pois não está trazendo às salas de aula o debate que esclareça a importância da permanência do animal silvestre nas florestas para o equilíbrio da biodiversidade.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que sejam tomadas ações para resolver o impasse. Isto posto, cabe ao Ministério da Educação, por meio das escolas, assegurar o debate do significado de não financiar o comércio ilegal à custa da vida e liberdade desses animais silvestres, destacando a relevância deles para a manutenção da fauna e flora, com palestras e visitas aos lugares que esses animais são colocados após os resgates. Para que assim, a população entenda o mal que faz aos animais ao tentar comprar eles ilegalmente, e que dessa forma esse costume de ter bichos exóticos em casa seja contornado e por fim a lei não tenha mais empecilhos que a impeça de ser cumprida.